O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), justificou neste sábado (27) o uso de camarotes e cadeiras reservadas durante o show do cantor Roberto Carlos, que abriu o Festival Virada Salvador 2026. A explicação foi dada durante coletiva de imprensa realizada na sala de imprensa da Arena O Canto da Cidade, no primeiro dia oficial do evento.
Segundo o prefeito, o modelo adotado permitiu que o espetáculo fosse realizado sem custos para os cofres públicos. De acordo com Bruno Reis, tanto os espaços exclusivos — como camarotes e cadeiras reservadas — quanto os patrocínios privados foram responsáveis por custear integralmente o cachê do artista. “Quem queria ter um local especial, um camarote, uma cadeira, pagou por isso. Esse formato é assim hoje. As pessoas que estão no camarote estão pagando para ter um local especial, com serviços agregados”, afirmou.
O prefeito destacou que Roberto Carlos não realiza apresentações com cachê pago pelo poder público, devido ao alto valor envolvido e à repercussão que uma contratação direta poderia gerar. “O cachê dele é elevado e, se houvesse qualquer contratação pelo poder público, isso teria uma repercussão. E eu acho que ele, por ser o nosso Rei, está certíssimo”, disse.
Bruno Reis explicou ainda que a prefeitura possui um acordo com o Ministério Público que estabelece regras rígidas para a contratação de artistas com recursos públicos, incluindo a obrigatoriedade de publicação dos cachês pagos. No caso de Roberto Carlos, segundo o gestor, essa etapa não foi necessária, já que o pagamento foi feito integralmente por patrocinadores e pelo público que adquiriu os espaços reservados.
“Alguns patrocinadores já vêm com ele em todo o Brasil, além de patrocinadores locais. Quero agradecer ao Shopping da Bahia, que esteve com o Roberto, agora como Shopping Salvador na Virada, e também ao público que pagou”, destacou.
Para o prefeito, o modelo adotado garantiu que o show tivesse acesso democrático. “De certa forma, quem pagou permitiu que as pessoas que não tinham condições de pagar pudessem assistir gratuitamente a um show especial feito para a nossa cidade”, afirmou.
Ao comparar com outros artistas, Bruno Reis citou exemplos como a dupla Henrique & Juliano, ressaltando que, mesmo quando há facilidades logísticas para contratação, alguns artistas também não se apresentam com cachês pagos pelo poder público. Segundo ele, a estratégia da prefeitura busca equilibrar grandes atrações, responsabilidade fiscal e acesso gratuito para a população.



