Autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou exames de ultrassonografia na tarde deste domingo (14), na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Após a avaliação, a equipe médica identificou duas hérnias inguinais e recomendou que Bolsonaro seja submetido a um procedimento cirúrgico.
Segundo a defesa, a cirurgia é considerada a única forma de tratamento definitivo para o quadro clínico apresentado. “Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, afirmou o advogado João Henrique de Freitas.
A possibilidade de intervenção cirúrgica já havia sido levantada anteriormente pelos advogados do ex-presidente. No entanto, o STF avaliou que os documentos médicos apresentados à época eram antigos e não justificavam a autorização imediata para um novo procedimento.
No último sábado (13), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a realização do exame de ultrassonografia. A defesa havia solicitado, na quinta-feira (11), a entrada de um médico com equipamento portátil para verificar a existência de hérnia inguinal bilateral. O pedido foi formalizado em petição apresentada no dia 9 de dezembro, com o objetivo de avaliar a necessidade de uma eventual cirurgia.
Ao autorizar o exame, Moraes ressaltou que as visitas de médicos previamente cadastrados não exigem comunicação prévia, desde que sejam observadas as determinações legais e judiciais já estabelecidas. O resultado do exame realizado neste domingo deve agora embasar novas decisões sobre o tratamento médico do ex-presidente.



