Desde que foi levado para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, na manhã de sábado (22/12), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem mantido uma rotina discreta, controlada e marcada por restrições alimentares. De acordo com aliados, Bolsonaro não tem tocado nas refeições oferecidas aos demais custodiados e só aceita alimentos preparados pela própria família ou por auxiliares próximos.
Nos dois primeiros dias de detenção, o ex-presidente recebeu itens simples, como pão com ovo e café com leite logo cedo. Segundo pessoas próximas, o cardápio segue orientações médicas, priorizando alimentos com baixo teor de gordura. O apetite, no entanto, tem sido reduzido. No sábado, Bolsonaro dispensou o jantar fornecido pela PF — composto, como de praxe, por arroz, feijão, salada e uma proteína.
“A opção tem sido por comida caseira, simples e sem gordura, conforme orientação médica”, relatam aliados.
Itens pessoais e visitas frequentes
Além da alimentação, a família tem levado itens de uso pessoal, como escova de dentes, desodorante e produtos de higiene, todos submetidos à inspeção da Polícia Federal antes de entrarem na unidade.
A rotina de visitas também se intensificou. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve com o marido após a audiência de custódia que manteve a prisão preventiva. Advogados e auxiliares também entraram ao longo do final de semana.
Comportamento considerado “calmo”
Apesar do cenário político e jurídico adverso, aliados afirmam que Bolsonaro permanece calmo e conversando normalmente, sem intercorrências relevantes. Ele ocupa uma sala na superintendência, onde aguarda novos desdobramentos do processo.
“Ele está tranquilo, recebendo a família e seguindo as orientações médicas sobre a alimentação”, dizem pessoas próximas.
Expectativa pelo desfecho no STF
Bolsonaro aguarda agora o desfecho dos embargos de declaração no processo das tramas golpistas, ação penal na qual foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado. A expectativa nos bastidores é de que o julgamento seja concluído nos próximos dias.
A previsão é de que, enquanto permanecer na Superintendência da PF, o ex-presidente continue recebendo visitas da família e mantendo a rotina de refeições levadas de fora, prática comum entre custodiados desde que respeitados os protocolos de segurança



