Enquanto a Polícia Federal (PF) prendia o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) em Brasília, o chefe do Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazia seu primeiro discurso na cúpula do G20, neste sábado (22), na África do Sul, com uma série de recados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação é do colunista do Metrópoles, Igor Gadelha.
A primeira indireta do petista foi em relação às ameaças de Trump de invadir a Venezuela. Sem citar o governo americano, Lula disse que “os históricos problemas sociais e econômicos da América Latina e do Caribe não serão solucionados mediante a ameaça do uso de força.”
“Sem atender às demandas dos países em desenvolvimento não será possível restabelecer o equilíbrio global, nem assegurar prosperidade que seja sustentável no longo prazo. A desigualdade extrema representa um risco sistêmico para todas as economias”, acrescentou Lula.
Gadelha acrescenta que, ainda sem citar o presidente americano, o mandatário do Brasil também mandou uma indireta ao chefe da Casa Branca, ao criticar o “protecionismo e unilateralismo”. Para o petista, “nenhum país tem condições de prosperar em isolamento” e as soluções estão no diálogo entre os países.
“O protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas fáceis e falaciosas para a complexidade da realidade atual. Seus efeitos exacerbam os problemas que enfrentamos. O próprio funcionamento do G20 como instância de diálogo e coordenação está ameaçado. É preciso preservar a capacidade deste fórum de tratar os grandes temas da atualidade. Se não formos capazes de encontrar caminhos dentro do G20, não será possível fazê-lo em um mundo conflagrado”, disse Lula.



