Líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner reafirmou sua posição em disputar à reeleição na eleição de 2026.
O mandato de Wagner e Coronel encerram no próximo ano. Ambos já manifestaram o desejo de concorrerem à reeleição. Além dos atuais senadores, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, também manifestou o desejo de disputar uma das cadeiras da Bahia na Câmara Alta.
O senador apontou que um acordo feito com os pleiteantes foi estabelecido os meses de novembro e dezembro para o início das tratativas para escolha dos nomes que disputarão ao Senado, em 2026.
“Eu não abro mão. Ninguém abre mão de política até porque, pela minha idade e pelo tempo no grupo, eu acho que tenho um direito. Mas isso aqui eu já combinei com Otto, já combinei com Coronel. Vamos deixar para conversar em novembro ou dezembro”, pontuou Wagner em entrevista à Rádio Sociedade.
“Esse é o tempo de começar a montar a chapa do ano que vem. Não se trata aqui de ‘puro sangue’; se vier a acontecer essa chapa Jerônimo, Wagner, Rui, o que junta esses três nomes não é o fato de serem do PT”, avalia o petista.
“O que junta esses três nomes, se acontecer, é que Jerônimo é governador em tem direito à reeleição, eu também tenho direito à reeleição e Rui tem o direito de pleitear. Na verdade são dois ex-governadores compondo uma chapa do Senado; por acaso, os dois são do PT e aí ficam falando. Mas hoje têm dois do PSD e não tem grita: claro que o governador é do PT. Mas essa discussão a gente vai ter”, sinaliza o líder do Governo Lula no Senado.
“O PSD está dentro. Hoje o PSD tem dois senadores: Angelo Coronel e Otto Alencar. O que acontece: Jerônimo tem direito à reeleição; Rui, que ficou até o final e portanto ficou sem mandato, nosso ex-governador, tem direito a pleitear” reforça o senador do PT.
“Não estou nem dizendo que vai pleitear. Eu, quando falei aquilo [que desistiria da reeleição], falei de uma hipótese do que pode acontecer. Se Rui pleitear, então em tese eu acho que é do direito dele porque ele ficou até o final [do mandato] para segurar o grupo. Aí sobra um vaga. Tem eu e Coronel. Nós vamos ter que sentar e nos entender”, arremata Jaques Wagner.



