Vice-presidente da ALBA, Fátima Nunes celebra entrega do Selo Lilás: “somos diferentes na composição biológica, mas iguais no direito de trabalhar, de estar num ambiente seguro”

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Durante a cerimônia de entrega do Selo Lilás a 116 organizações que promovem a valorização das mulheres no mundo do trabalho, realizada nesta quarta-feira (18), no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador, a deputada estadual Fátima Nunes (PT), vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), destacou a importância da iniciativa liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) como um “chamamento ao compromisso, à responsabilidade e ao respeito entre homens e mulheres”.

O Selo Lilás é concedido pelo Governo do Estado a instituições públicas, privadas e do terceiro setor que desenvolvem ações voltadas à promoção da equidade de gênero e à valorização das mulheres em seus ambientes institucionais. Para Fátima Nunes, a certificação é mais do que um reconhecimento: é uma convocação por mudanças culturais profundas e duradouras.

“Nós somos diferentes na composição biológica, mas iguais nos sentimentos e no direito de trabalhar, de estar num ambiente seguro, com capacidade de desenvolver nossas atividades sem medo de ser feliz”, afirmou a parlamentar.

Em seu discurso, Fátima ressaltou que o caminho da prosperidade e da paz na sociedade passa necessariamente por relações baseadas no cuidado, no amor e no respeito mútuo. Ela fez um apelo aos homens para que reconheçam a força não como instrumento de dominação, mas como proteção e apoio.

“Homens podem ter o braço mais forte, a voz mais alta, mas que esse braço seja acolhedor. Não precisamos de gritos, precisamos de entendimento. É esse sentimento de respeito que vai garantir a paz”, declarou.

A deputada também refletiu sobre a Lei Maria da Penha, considerada uma conquista histórica, mas que, segundo ela, deve ser compreendida como resposta a uma realidade que precisa ser transformada.

“A Lei Maria da Penha é fantástica, mas é fruto de uma violência. Queremos uma sociedade em que essa lei não precise ser acionada. Que homens e mulheres se respeitem, se entendam, para que não haja necessidade de punições, mas sim de convivência harmoniosa”, completou Fátima.

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