O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), negou, em coletiva de anúncio dos novos comandantes da forças de segurança da Bahia, na noite desta segunda-feira (24), que a troca do alto comando das forças de segurança do Estado se trata de um freio de arrumação para reorganizar as estratégias de combate ao crime organizado na Bahia.
Jerônimo explicou que Marcelo Werner, secretário de Segurança Pública da Bahia, escolheu os novos integrantes com base no currículo e trajetória de cada um e pontuou que ele recebeu uma pasta com gestores do governo anterior, por mais que tivesse sua leniência para manutenção.
“O secretário Marcelo, ele trabalhou até aqui com os nomes desses cargos abaixo dele, para indicação minha, sem a combinação. Marcelo chegou, sei que eu estou falando de uma forma muito tranquila, e eu pedi para que ele pudesse assumir a cadeira com os nomes compartilhados”, pontuou o governador da Bahia.
“Ele chegou a conversar com os quatro dirigentes, mas agora é diferente. A construção dos quatro nomes implica num acúmulo que foram deixados nas ações dos antecessores, mas agora Marcelo e o governador Jerônimo imprimem a marca mais forte; porque a marca mais forte, no sentido de dizer assim, esses quatro agora, por mais que Coronel Coutinho, que a delegada, que o coronel Marchesini, tivesse sido escolha minha, ele ainda tinha ainda uma marca do governo anterior, e desses agora não, poderemos imprimir, naturalmente, uma marca mais forte do estilo e da forma que eu e o secretário Marcelo irão imprimir”, justificou Jerônimo Rodrigues.
Mudança
Jerônimo explica que se houvesse o cunho de dar um choque de gestão, os anúncios seriam feitos de forma dividida, de modo a estender o alcance da medida.
“Até porque a gente podia fazer por etapas, nós estamos fazendo nesse momento, até por conta de um movimento nacional que a gente aguarda, que o presidente Lula deverá fazer algum investimento mais forte na segurança pública, isso está patente, isso é importante para a gente, além do que ele está fazendo, ele fará, e nós estamos naturalmente preparando o ambiente da segurança pública para que possíveis desgastes, como alguns de vocês disseram, é natural que exista e a gente possa sanar agora com a chamada oxigenação dessa nova nomeação das quatro áreas da segurança pública”, reforça o chefe do executivo estadual.
Oxigenação
Em outro trecho da coletiva, Jerônimo Rodrigues destacou a importância da oxigenação para gestão pública.
“A oxigenação, quando a gente… tem algumas áreas, precisam ser feitas isso… a àrea de secretaria de segurança pública sem criar instabilidade, combinada naturalmente com o secretário”, pontua o governador da Bahia.
“Eu já havia feito isso quando eu convidei o Marcelo a ser o meu secretário. Naquele momento eu disse: Marcelo, eu gostaria muito que a gente pudesse não criar uma movimentação muito forte nas forças policiais. Tanto no que diz respeito à Civil, DPT e Militar, mas que nós pudéssemos construir esse ambiente e mais à frente a gente faz essa mudança. Vocês podem perceber que nenhum deles, Coutinho, Marquezine, Heloísa, permaneceram do governo passado comigo”, lembra o gestor.
“E de extrema confiança. E no diálogo agora, mais uma vez, foi reavivado isso. Agora, o secretário Marcelo, inclusive, é possível que a gente possa ter um gás novo, é o gás novo que nós precisamos fazer nas polícias e no DPT, tanto na Civil, quanto na Militar, nos Bombeiros”, pontua o gestor.
“Então, foi muito criterioso, porque para substituir pessoas com a experiência de Marchesini, com a experiência de Coutinho, da delegada, a gente, naturalmente, tinha que ter um padrão de exigência pelo tempo de passagem, também pelas experiências que passou além da capacidade de currículo que nós olhamos muito isso, com muito cuidado. Nós temos a felicidade de termos, nas polícias militares e civil, no DPT, pessoas com competência para tal. Então, é mais o grau de confiança e, naturalmente, o grau de capacidade ressaltou o governador da Bahia”, reforçou o gestor da Bahia.



