Um dos alvos dodesdobramento da Operação El Patron, realizada na manhã da última terça-feira (9), em Feira de Santana, ao qual terminou com o afastamento de cinco policiais suspeitos de integrar o grupo, o tenente-coronel José Hildon Brandão Lobão, negou que faça parte da milícia de Binho Galinha ou tenha qualquer relação com o parlamentar.
Ele aponta que foi alvo da operação por ter comprado um terreno, em espécie, na mão do deputado estadual apontado pela PF como o chefe de um suposto esquema de jogo do bicho, agiotagem e receptação.
Lobão foi exonerado do comando da Companhia 65ª de Feira de Santana, em outubro de 2023, para assumir o cargo de Coordenador 2 do Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar da Bahia.
Ele justificou que comprou o terreno junto com a esposa, para migrar um negócio de granito.
“A minha participação nesse processo é só uma. Só uma, a de que eu comprei um terreno na mão do deputado Bill Galinha e que eu paguei em espécie. Eu paguei em espécie que foram várias prestações”, justificou Lobão em entrevista à TV Record na noite desta segunda-feira (15).
O PM aponta que várias pessoas de bem estão sendo alvo da polícia por ter feito Pix ao deputado ao justificar a opção pelo pagamento em dinheiro: “Eu ia pegar o dinheiro, né, porque eu trabalho com a minha mulher, nós trabalhamos na empresa, somos sócios da empresa. Eu ia pegar esse dinheiro, depositar no banco e fazer um pix para o deputado Binho? Está sendo várias pessoas investigadas em Feira de Santana. Porque fizeram negócios lícitos com o deputado Bill e está sendo investigado. Por que? Porque tem pix da conta, porque tem depósito da conta e eles querem saber o que aconteceu, imagine”.
Sem citar nomes, Lobão acredita estar sendo alvo de agentes que buscam a promoção e que agem por inveja.
“A moeda corrente no Brasil dinheiro. É crime pagar em dinheiro? Levanta-se suspeitas quando você tem dinheiro na sua carteira e você quer pagar, como diz lá no interior, ‘ao vivo’;
“E aí vaza, pasmem, de todos os que foram presos, todos que foram investigado, o único que o nome que vazou foi o meu. A foto minha Institucional publicada em sites; porque que os outros não apareceram o nome agora mesmo como você falou a pouco foram cinco oficiais investigado, por que só o nome do tenente coronel Lobão que saiu? Por que é que me puxar para um processo tão pesado de crime, extorsão, tráfico de droga, onde eu comprei apenas o imóvel e esse imóvel registrado? Por quê?”, questiona Lobão.
“Porque é que o entendimento, com todo o respeito ao entendimento do excelentíssimo senhor Parquet, com todo o respeito ao entendimento do ilustríssimo senhor delegado, autoridade do inquérito, entendimento baseia a uma ordem judicial tão extrema de busca e apreensão, ou é a lei que embasa, ou é uma foto, um indício que marque aquilo ali”, pontua o tenente-coronel.
O tenente-coronel reafirmou sua inocência e destacou sua carreira ilibada.
“E aí entendemos porque pagou em dinheiro que ele ajudou na sonegação de imposto, ocultação de bens, o que é isso?! Como se mancha o nome, 38 anos de vida dessa corporação, tomando tiro, correndo em favela, perdendo ano novo, aniversário meu de minha filha e de minha mulher. Como você joga na lama a imagem, a boa imagem de uma pessoa que tem 38 anos de serviço prestado e nunca, nunca na vida se levantou uma suspeita. Agora, roubo, participar de milícia, participar de coisa errada”, desabafou o PM destacando está em busca da justiça para provar sua inocência.
“Estorção, jogo de bicho, droga, tudo isso por uma mera compra de um terreno lavrada o contrato e escriturada. Por que não me chamou? Eu sou tenente coronel da Polícia Militar. Eu sou um respeitado e conhecido de Feira de Santana. Eu sou conhecido, respeitado e considerado de Feira de Santana. Eu passo lá nas ruas, as pessoas pedem pra tirar foto comigo. Então, por que isso? Por que não me chamou? Por que tenta sujar meu nome? Joga meu nome na lam. Eu, miliciano, minha mãe, tá certo, que tem 93 anos, minha mãe quase morre, minhas filhas me ligaram chorando, expuseram minha família. Isso não existe, entendeu?”, desabafou José Lobão.



