O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou sem fazer referência ao movimento “Invasão Zero”, o uso da violência como instrumento extra- institucional para resolução de conflitos. O movimento foi o responsável pela organização da reintegração de posse que terminou com a morte da liderança Fátima Muniz, conhecida como Nega Pataxó.
“Respeito qualquer movimento, seja de fazendeiros, seja de sem-terra. Não vou permitir aqui na Bahia (…) para proteger a paz e a vida das pessoas. Nem um lado e nem outro, meu comportamento é de garantir a tranquilidade, equilíbrio entre as forças. Não dá para a gente ficar aguardando que movimentos ou pessoas façam justiça com as próprias mãos, deu nisso (morte da líder indígena). Justiça com as próprias mãos dá nisso, perdeu a indígena. Na Bahia e no Brasil não cabe um movimento autônomo sem que a Constituição seja respeitada”, garantiu Jerônimo Rodrigues em entrevista durante lançamento do Carnaval de 2024, na manhã desta terça-feira (23).
“A SSP está acompanhando, como deve fazer com movimentos estranho à paz e tem que buscar as pessoas que estão na desordem da Constituição e entregar à justiça, e a justiça julga. Meu papel enquanto governador é de trazer a paz para o campo e para cidade. Ontem criamos uma companhia para cuidar de conflitos urbanos e rurais”, destacou o chefe do executivo da Bahia.



