Familiares do médico Júlio Queiroz foram às redes sociais, dois anos após o assassinato do médico pediatra, executado durante exercício da profissão, na cidade de Barra, interior da Bahia, cobrar celeridade no julgamento dos envolvidos e o fim do inquérito.
Há uma mobilização nas redes sociais para pressionar o Tribunal de Justiça da Bahia para marcar o julgamento.
“Esse crime não pode ficar impune. Os assassinos do doutor Júlio Queiroz precisam ser julgados e condenados para que a família e a sociedade tenham o alento da sensação de justiça”, destacou Coronel em apoio ao movimento de justiça.
Na nota cobrando uma resposta após dois anos do crime, os família cobram o fim do inquérito para saber o que motivou e quem participou direto e indiretamente do crime.
Nestes dois anos desde que o pediatra Júlio César de Queiroz Teixeira teve a vida precocemente interrompida com violência, incontáveis são os momentos em que a ausência do médico é profundamente sentida por seus familiares, amigos e pacientes.
Como disse certa vez a dramaturga Glória Perez, que perdeu a filha assassinada aos 22 anos, o impacto de um homicídio vai além da pessoa em si. Quando se mata alguém, mata-se também tudo o que aquela pessoa poderia ter feito em vida e que não poderá mais fazer, incluindo a diferença que ela faria na vida de outras pessoas.
No dia 23 de setembro de 2021, o pediatra Júlio César foi alvejado por vários tiros enquanto atendia uma criança, dentro de um consultório no município de Barra/BA. Ele não resistiu à brutalidade dos ferimentos e faleceu aos 44 anos, deixando esposa e dois filhos.
Até o momento, cinco envolvidos no homicídio aguardam presos a marcação do julgamento pelo Tribunal do Júri.
Muitas dúvidas ainda persistem a respeito dos reais motivos e interesses que levaram ao planejamento e execução deste crime hediondo.
Por isso, passados dois anos, a família do pediatra Júlio César segue incansável em busca da verdade e justiça.




