Rádio Peão: Xeque-mate do líder

Geraldo

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Juca Aleixo retorna em mais uma sexta-feira para comprovar o que todo mundo já sabe, que no xadrez político, não ganha quem mobiliza mas peças em menos tempo, mas quem consegue chegar ao final com a maior soma delas

Xeque-mate do líder

Enquanto o Mestre de Obras estava com a candidatura na rua e o deputado estadual convencia o PT de que para não minguar sua bancada o único caminho seria lançar uma candidatura própria, o líder foi cumprindo etapas e ganhando a confiança do Galego, que é o dono do partido na Bahia. Das críticas públicas ao Correria até uma atuação como representante dos interesses do senador no Governo, foram vários os gestos. Como última cartada para o xeque-mate, o líder convenceu os gordinhos do MDB que valia a pena apostar em Salvador trocando a cabeça de chapa em município grande. Enquanto publicamente colocava sua candidatura nas costas do Professor e defendia nomes estranhos ao ambiente político, a exemplo da mulher do senador, nos bastidores ele trabalhou de forma implacável para quebrar resistências e mostrar para o Professor que ele já bateu o quórum nos partidos da base de apoio para ser o candidato.

Ponte para Terabítia

Ao ganhar a confiança do Galego e em sintonia com o Gordinho das Malas, o líder também conseguiu uma ponte para pacificar sua relação com Super S, abalada pela falta de prestação de contas da campanha eleitoral junto com a nomeação de desafetos. Dizem que o primeiro passo para o realinhamento já foi dado.

Vai borbulhar?

Há quem garanta que o líder já tem até uma petista dos sonhos para chamar de vice, caso o PT reaja ao movimento do presidente estadual de ser testado, pela primeira vez nas urnas, já em uma chapa majoritária. Resta saber se o PT vai aceitar pacificamente a perda da cabeça de chapa, que irá ferir de morte diversos mandatos em Salvador, deixando um cenário de que eleita mesmo só a irmã do Professor. Há quem defenda que sem acordo interno, é melhor que tenha no pleito dois nomes ao invés de um.

Custo

Especula-se que não foi só o desprestigio que o Correria tem com o PT que pesou para seu recuo em Salvador. A desistência de seu candidato ocorreu após o ministro analisar o custo econômico e de desgaste que teria ao tentar mais uma vez resolver eleição de Salvador. O desgaste gerado ao empurrar a mulher no tribunal e sua avaliação de que quanto menos problemas acumular, melhor será para se eleger senador, pesou em sua decisão.

Missão

O súbito apoio do Mercador a Bruno Reis pegou de surpresa muita gente no ambiente político e levantou rumores sobre os caminhos da decisão considerada tomada às ‘pressa’. Há quem garanta que Muniz, ao receber relatórios de que Geraldo já teria ambiente para ser alçado como candidato do Governo, precipitou seu apoio para evitar um constrangimento, já que BR teria garantido foco total em sua eleição, a do seus aliados e a recondução. Os mais pragmáticos avaliam que ele apenas cumpriu ordem do andar de cima, já o que se diz é que o mercado baiano está de bem acomodado com o bom ambiente proporcionado pela gestão BR.

Inflação

Nas bolsas de apostas da política já dão como certo uma inflação da eleição em Salvador com a candidatura do líder. Dizem que tem até liderança, que já tinha fechado acordo com candidato, recebido adiantamento, pensando em chamar os seu candidato para renegociar seu papel de rabada. As lidernaças não querem nem saber o histórico do líder de não cumprir tudo que promete, o que a turma quer mesmo é lucrar com o ambiente de instabilidade.

Vice

Dizem que o Partido dos Bispos não está vendo com bons olhos os posicionamentos e movimentos do PDT como se donos da vice de Salvador fossem. Dizem que o diretório nacional começa a enxergar o xadrez de uma outra forma e a trabalhar com a ideia de um realinhamento nos planos para ter um capital no Nordeste para chamar de sua. O partido poderá ter em seu favor o quebra pau interno que deve se intensificar no PDT com o grupo todo apoiando a atual vice contra o deputado federal que tem o Ex-Prefeito com fiador.

Fantasma

Corre nos bastidores do poder uma fofoca de que BR, supersticioso como é, morre de medo de ter o Republicanos na vice. As duas derrotas na disputa em Salvador do grupo, tendo a sigla na vice, gerou um fantasma que assombra o núcleo netista. Há quem aponte como solução para o problema uma sessão do descarrego e, em seguida, terapia do amor.

De olho

Dizem que o PSDB também está de olho na vice e que, após o presidente da Câmara de Salvador declara apoio, o único deputado federal da legenda manifestou para interlocutores o seu desejo de estar na cadeira quando o prefeito levantar para disputar o céu político. Sem chance de obter o comando da Educação, tão desejada pela turma, o pleito da vice passa a ser algo possível ao prefeito, é o que avalia alguns tucanos.

Desembarque

O Podemos já comunicou a BR que está fora e já iniciou o desembarque para ingressar no governo do Professor. Dizem que a saída do filho do deputado federal da gestão para cuidar das coisas pesqueiras foi o sinal da perda partidária. BR não conseguiu matar a fome grande do pessoal, que só o Governo seria capaz de fazer, não pelo programa de coleta de alimento em curso, mas pelos espaços sobrando na máquina. No Governo o partido sairá da mãos da Pesca para ir para o comando do federal do Turismo.

Embarque

Para suprir a perda do Podemos, BR alinhou com o PL. O movimento é silencioso, mas quem acompanha o trânsito da máquina pública municipal já havia notado o ingresso de pessoas ligados ao ex-Ministro na gestão. Há quem argumente que a análise dos quadros atua como uma confirmação da pactuação.

Manobra

O líder do Governo na ALBA resolveu entrar em ação em Itabuna e a articular uma candidatura do vereador licencia para minar o petista amigo de Lula por lá. Com o PT rachado, Simões não vai ter escolha se não desistir da candidatura. O caminho natural é um movimento do Governo para tentar realizar, pela primeira vez na história, uma reeleição por lá.

Bomba

A eleição no município de Itapetinga deve ser uma das bombas relógios para o governador desarmar em encontro do conselho político. O PCdoB não abre mão da candidatura do vice, Rosemberg quer a sua aliada. O senador Otto tem nome por lá, assim como o próprio vice-governador. Ocorre que o MDB, partido do executivo por lá, já decidiu que lá o candidato manterá o sobrenome Hagge.

Quem são:

líder: Geraldo Júnior

Galego: Wagner

Correria: Rui Costa

Professor: Jerônimo

BR: Bruno Reis

Mercador: Muniz

Ex-Prefeito: ACM Neto

Partido dos Bispos: Republicanos

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