O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), reafirmou que a eleição do governador Jerônimo Rodrigues foi motivada única e tão somente pela força de Lula.
Questionado sobre a eleição de 2022, o gestor declarou:
“Tinha convicção de que poderia vencer. Tinha preocupação do dia eleição, do povo votar no mesmo número do presidente para governador. Fazíamos pesquisa e Neto estava na frente; trocava o nome pelo número e Neto na frente, 2%. Tenho convicção disso. Não éramos anti-Lula, não éramos o candidato de Lula, Lula tinha o dele e nós tivemos liberdade de escolher nosso. Vamos para 20 anos de poder [do PT]. São 20 anos, o estado têm problemas, os dois maiores são a segurança e regulação, não sou líder Oposição, não é esse meu papel, porém não podemos deixar reconhecer que esses são os maiores problemas. […] Efetivamente, em 2026, problemas se agravando, tudo pode acontecer”, avaliou Reis.
“Tiveram erros naturais na campanha mas não foi isso que comprometeu Neto. Tinha a preocupação do dia da eleição, o desempenho do candidato a presidente, que a eleição era casada. Viu o que aconteceu Nordeste. No Piauí nosso candidato liderava e perdeu no 1º turno. [nacionalização] Influenciou, acabou puxando. Estimulamos a tropa, fomos para cima, a caminhada [do 2º turno] no Centro de Salvadoir foi a maior da história, todo mundo, achávamos que tínhamos chance. Sempre soube, o candidato a presidente que passa de 70% acaba influenciando em favor do candidato do mesmo partido e do mesmo número. Nenhum candidato da história da Bahia trabalhou tanto para ser governador como Neto.
O melhor às vezes não vence e não venceu. Agora é continuar o trabalho, a urna o colocou como oposição, tá se posicionando, fazer o trabalho que o líder da Oposição tem que fazer”, concluiu o prefeito de Salvador ao podcast da Rádio Metrópole.
Questionado se UB está na base de Lula, o chefe do Executivo da capital declarou: “Não está definido isso, há muita água para passar por debaixo da ponte. Vamos ver como vai tramitar a Reforma Tributária… É cedo para falar de 2026. Posso garantir, como foi no Democratas, PFL, o partido votou todas matérias considerávamos importante para o país”.



