Exclusivo: Sérgio Moro é o único candidato a presidente a criticar golpe do fundão de R$ 5,7 bilhões; bancada de federais da Bahia apoiou

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O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) foi o único dos virtuais candidatos ao Palácio do Planalto a se manifestar sobre o Golpe do Fundão de Arthur Lira, do DEM, PT, PSDB, PSB e etc, que elevou o fundão eleitoral de R$2 bilhões para R$ 5,7 bilhões.

A bancada de deputados federais da Bahia votou em peso a favor da PEC, a mando dos partidos, só os deputados federais Félix Mendonça Júnior (PDT) e Dayanne Pimentel (PSL) votaram contra, apesar de membro de seus partidos da bancada baiana votarem a favor da engorda do fundão.

O ex-Lava Jato classificou como “não apropriado” o aumento exponencial do fundo eleitoral promovido pelos deputados federais, cuja previsão saltou de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões na Lei de Diretrizes Orçamentárias, em um momento onde brasileiro passam “enormes dificuldades”, o termo elegante para fome, desemprego e inflação recorde.

O golpe do fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões, que colocará o Brasil no topo do ranking de uso de dinheiro público nas campanhas política com gasto médio de mais de R$ 250 mil por candidato nas eleições de 2022, nasceu através da sinergia de Arthur Lira, partidos da esquerda, centrão e direita, em um ‘arco de aliança’ que vai do Partido dos Trabalhadores ao Democratas.

O valor poderá ser chancelado ou alterado na Lei Orçamentária Anual de 2022, mas conhecendo bem o caráter pouco reformista dos que estão lá, a tendência, caso não haja um levante popular, é da manutenção do valor.

O vice-líder do governo federal, deputado federal Cláudio Cajado, que votou a favor do aumento do fundão por ordem do Partido Progressitas, disse ao OFF News Jair Bolsonaro (PL) queria manutenção de R$2 bilhões para o fundão em 2022, mas até o momento o presidente da República não usou suas redes sociais para reclamar do golpe sofrido.

Veja como votou a bancada da Bahia, sendo “não” a favor de fundão de R$ 5,7 bilhões e “sim” pela manutenção de fundão de R$2 bilhões:

Abílio Santana (PL-BA) -votou Não
Adolfo Viana (PSDB-BA) -votou Não
Afonso Florence (PT-BA) -votou Não
Alex Santana (PDT-BA) -votou Não
Alice Portugal (PCdoB-BA) -votou Não
Antonio Brito (PSD-BA) -votou Não
Arthur O. Maia (DEM-BA) -votou Não
Bacelar (Podemos-BA) -votou Não
Cacá Leão (PP-BA) -votou Não
Claudio Cajado (PP-BA) -votou Não
Daniel Almeida (PCdoB-BA) -votou Não
Elmar Nascimento (DEM-BA) -votou Não
Félix Mendonça Jr (PDT-BA) -votou Sim
João C. Bacelar (PL-BA) -votou Não
Jorge Solla (PT-BA) -votou Não
José Nunes (PSD-BA) -votou Não
José Rocha (PL-BA) -votou Não
Joseildo Ramos (PT-BA) -votou Não
Leur Lomanto Jr. (DEM-BA) -votou Não
Lídice da Mata (PSB-BA) -votou Não
Marcelo Nilo (PSB-BA) -votou Não
Márcio Marinho (Republican-BA) -votou Não
Mário Negromonte Jr (PP-BA) -votou Não
Otto Alencar (PSD-BA) -votou Não
Paulo Azi (DEM-BA) -votou Não
Paulo Magalhães (PSD-BA) -votou Não
Professora Dayane (PSL-BA) -votou Sim
Raimundo Costa (PL-BA) -votou Não
Ronaldo Carletto (PP-BA) -votou Não
Sérgio Brito (PSD-BA) -votou Não
Tia Eron (Republican-BA) -votou Não
Tito (Avante-BA) -votou Não
Uldurico Junior (PROS-BA) -votou Não
Valmir Assunção (PT-BA) -votou Não
Waldenor Pereira (PT-BA) -votou Não
Zé Neto (PT-BA) -votou Não

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