O coordenador da bancada de deputados federais e senadores da Bahia, Marcelo Nilo (PSB), cobrou uma apuração rigorosa do chamado Bolsolão, suposto esquema gerido pelo governo federal para compra de parlamentares através de provisionamento de recursos para emendas.
Há suspeita de que, para o pagamento de cotas acima do permitido em lei, o governo federal teria utilizado um orçamento paralelo.
Estima-se que foram repassados R$ 3 bilhões em emendas aos parlamentares simpatizantes.
O deputado federal Júnior Bozella (PSL) afirmou à Revista Crusoé, em edição publicada na última sexta-feira (5), que os valores eram repassados mediante o posicionamento do parlamentar nas votações. Os governistas fiéis teriam uma maior porcentagem. Ele afirma que as votações do Auxílio Emergencial e da Presidência da Câmara dos Deputados renderam verbas pomposas para os governistas.
“Estou bastante preocupado com essa denúncia da imprensa, principalmente do jornal O Estado de São Paulo, de que foi aprovado Orçamento secreto para comprar deputados na votação a favor do governo para presidência da Câmara. Não podemos aceitar orçamento secreto, orçamento é público, transparente. Doa em quem doer, tem que se apurar através do MPF e da PF, para que o parlamentar que votou sendo comprado pelo governo Bolsonaro seja punido”, ressaltou Nilo.



