STJ mantém Adélio Bispo em presídio federal de Campo Grande

A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Na decisão, tomada ontem (13) e divulgada nesta sexta…

Covid-19: Brasil registra 106.523 mortes e 3,27 milhões de casos

O Brasil chegou a 106.523 mortes pela covid-19, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta sexta-feira (14). Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.060 novos óbitos pelas secretarias estaduais de saúde. Ontem (13), o sistema da pa…

Ministério entrega R$ 9,7 milhões em equipamentos de segurança

O Ministério da Justiça e Segurança Pública está entregando às Secretarias de Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal um novo lote de equipamentos destinados ao combate ao crime. A iniciativa faz parte de um convênio de cooperação que …

Governo executou menos da metade dos recursos para covid-19

Em entrevista coletiva hoje (14), representantes do Ministério da Saúde fizeram um balanço das ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus. De acordo com o órgão, foram abertos em créditos extraordinários R$ 41,7 bilhões, mas até o mo…

Ao vivo: ministra Tereza Cristina participa de A Voz do Brasil

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participa do programa A Voz do Brasil nesta sexta-feira(14). 

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Plano Safra terá mais recursos e menos juros

O dinheiro do financiamento pode ser acessado a pa…

Grupo de Lima reitera apoio a Guaidó e eleições na Venezuela

O Grupo de Lima, composto por Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru, divulgaram hoje (14) uma declaração reiterando seu apoio ao líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó. A Venezuela, re…

Seca ameaça navegação na Hidrovia Paraguai-Paraná 

O volume de chuvas abaixo da média histórica registrado na Região Centro-Oeste do Brasil desde o ano passado já ameaça a navegabilidade da Hidrovia Paraguai-Paraná, uma das principais vias fluviais da América do Sul, por onde é transportada boa parte da safra de grãos do país.

Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), a seca deste ano na sub-bacia do alto Paraguai e no bioma Pantanal é a mais severa dos últimos 22 anos. Fato que, segundo o presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra (MT) e da Associação Pró-Hidrovia do Rio Paraguai, Vanderlei Reck Júnior, começa a afetar alguns trechos dos cerca de 1.272 quilômetros de extensão do rio em território brasileiro.

“Algumas embarcações já não estão podendo mais transportar sua capacidade máxima de carga, ou seja, estão tendo que reduzir o peso para poder navegar sem risco de encalharem nos trechos mais rasos. Isto acaba afetando os custos do transporte de mercadorias”, afirmou Reck à Agência Brasil. Otimista, ele diz confiar que a situação, apesar de séria, não prejudique o escoamento da produção agrícola.

“O próprio histórico da região mostra que este é um fenômeno climático cíclico. Tanto que, há cerca de 48 anos, a região enfrentou uma situação pior. Após algum tempo, as coisas voltaram ao normal”, disse Reck, que encabeça o projeto de reativação do Porto Fluvial de Cáceres, paralisado desde 2012.

“Estamos finalizando alguns estudos, mas já está tudo pronto para reativarmos o porto. A estrutura está toda pronta e já obtivemos quase todas as licenças necessárias. Por isso estamos acompanhando atentamente à situação do Rio Paraguai, aguardando o nível do rio melhorar para iniciarmos as operações”, acrescentou Reck.

Ao contrário do empresário, o tenente João Vitor Goltara, do Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste, da Marinha, afirmou à reportagem que a expectativa é que o nível do Rio Paraguai – que, segundo ele, já está muito abaixo da média histórica para este período do ano – baixe ainda mais, já que não há previsão de chuvas significativas pelo próximo mês.

“A situação está muito aquém do habitual para esta época. Em Ladário (MS), por exemplo, o nível d’água está pouco abaixo de 1,5 metro. Neste mesmo período de 2019, estava em 3,5 metros”, disse Goltara a Agência Brasil, explicando que esta situação já era prevista.

“Em 2019, o volume de chuvas ficou aquém da média histórica. Pelo que estamos vendo, o nível do rio ainda deve baixar mais um pouco até, pelo menos, o fim de setembro, início de outubro, quando, historicamente, começa a chover. Só que, normalmente, os efeitos destas chuvas só vai ser percebido lá para o fim de outubro, começo de novembro”, acrescentou o tenente, enfatizando que, este ano, a seca na região se antecipou e está mais severa.

Apesar de eventuais transtornos, sobretudo para as embarcações de maior calado, a baixa dos rios da região ainda não provocou nenhum incidente. Responsável por, entre outras coisas, zelar pela segurança do tráfego aquaviário em rios do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, o Comando do 6º Distrito Naval informou que, até o momento, não tem registro de nenhum acidente associado ao baixo nível d´água nos rios que cortam os dois estados.

Em boletim de monitoramento divulgado no último dia 3, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais também aponta a “tendência geral de avanço da vazante do Rio Paraguai”. Segundo os técnicos da companhia, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, já no fim de julho, todas as 21 estações de monitoramento fluviométrico existentes na Bacia do Rio Paraguai indicavam que os níveis d’água encontravam-se abaixo do normal para o mesmo período do ano.