O senador Alessandro Vieira (Cidadania) deixou a cargo do presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD), o pedido de prisão do ex-secretário de Comunicação da presidência da República, Fabio Wajngarten, por mentir em oitiva na comissão que inquérito que investiga ações e omissões do governo federal na pandemia do novo coronavírus, durante oitiva realizada nesta quarta-feira (12).
Antes do pedido, Vieira tinha emparedado o secretário, que evita durante todo o seu depoimento comprometer membros do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), questionado se havia ou não uma leniência de Jair Bolsonaro (sem partido) para que pudesse intermediar contato com representantes de vacina da Pfizer e que o presidente estava sendo mal assessorado.
“Estou pensando para responder. Mantenho o que disse na revista. Temos uma carta que demorou a ser respondida pelo excesso da burocracia”, destacou Wajngarten.
A carta foi endereçada para o vice-presidente Mourão, o ministro da Defesa, Braga Neto, o ex-ministro Pazuello, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Foster, e o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro. Questionado qual desses era incompetente, o ex-secretário disse que não poderia responder.
“Peço que respeite a Inteligência dos brasileiros e papel da CPI. Seu intuito na entrevista foi atribuir culpa a órgão do governo e isentar o presidente. Melhor mentir à Veja do que a Cpi. Lá dá desmoralização, aqui dá cadeia. Deixo a cargo do presidente que possa pedir à Prisão em flagrante por mentir à CPI”, destacou Vieira.
Pedido
O senador Renan Calheiros (MDB), que já tinha indicado que mentiras do ex-secretário de Bolsonaro poderia levá-lo a prisão, engrossou do pedido de Vieira.
“Eu vou pedir a prisão de vossa excelência. Caberá ao presidente decidir. Mas vossa excelência mente. O espetáculo de mentira que vimos aqui não irá desprestigiar essa comissão”, ressaltou Calheiros.
O senador Marcos Rogério (DEM), membro da tropa de choque, reagiu: “Isso é abuso de autoridade. Não cabe prisão que não seja em flagrante.”
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