Presidente da Anvisa admite veto de barreiras sanitárias em aeroportos da Bahia: “não é indicado pela OMS, não funciona”

Senado Federal

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O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirmou, em resposta ao questionamento do senador Angelo Coronel (PSD) na CPI da Covid, que questionou os motivos da agência ter impedido o estado da Bahia de criar barreiras sanitárias nos aeroportos para evitar a disseminação do vírus, que o uso de barreiras sanitárias, com aferição da temperatura, não é recomendado pela OMS e nem eficaz.   

O governo Rui Costa (PT) tentou utilizar o método para impedir o contágio do vírus respiratório no estado, em março de 2020, ainda no início da pandemia da Covid-19 no Brasil.

O gestor da agência regulatória citou reuniões realizadas em março de 2020, onde foi negado, pela Anvisa, o uso de barreiras sanitárias nos aeroportos da Bahia. O fato deu início a uma guerra judicial entre o governo da Bahia e a Anvisa.  

“A Anvisa negou esse pedido, com base em ser ali uma área de exclusiva atuação Federal; da Anvisa, PF, Receita. O entendimento daquela época era que a realização dessa atividade seria mais uma concentração de pessoas, iria criar um problema circulação de pessoas naquele ponto; mas não foi objetado na área não federal do aeroporto”, explicou Barra Torres.  

O diretor-presidente da Anvisa destacou decisões favoráveis ao órgão, à época, tanto em primeira instância como no STF (Supremo Tribunal Federal).

“A questão da verificação [de temperatura] não tem fundamentação científica, é coadjuvante, educativa, foi usada no Brasil, mas não tem eficácia perante a OMS. Indivíduos assintomáticos transmitem o vírus e têm temperatura normal. Quem tem infecção urinária, pode ter alteração na temperatura sem estar contaminado. Mesmo em paciente com Covid, a pessoa toma um antitérmico e consegue passar livremente. Isso serve para despertar nas pessoas o senso de que estamos passando por uma pandemia e que ela tem que tomar alguns cuidados. Cientificamente falando não é uma medida eficaz”, reforçou Antônio Barra Torres. 

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