Presidente da Anvisa diz que Fundo Soberano Russo fez “ataques pessoais” contra membros da Anvisa em documento

Senado Federal

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Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, afirmou, durante oitiva na CPI da Covid, na manhã desta terça-feira (11), de que não houve uma comprovação da Fundo Soberano Russo, que estava sendo feita através do envio de documentação de governadores brasileiros, da comprovação da eficácia do imunizante, e criticou o fundo por ataque pessoal via documentação.

“Esse envio [ da documentação] foi indireto, não veio através do Fundo Soberano Russo, veio através dos governos. Ao analisar um documento, podemos constatar na parte inicial, o Fundo Soberano tecer críticas pessoais aos agentes da Anvisa, o que no ambiente regulatório é inédito, e insiste na mesma linha de ação: afirma mas não comprova; não procede à análise laboratorial”, destacou Barra Torres.

O presidente da Anvisa explicou que o processe de análise do órgão é documental e não laboratorial.

“Análise é feita com documentos apresentado pelos próprios desenvolvedores. O regramento que permite confiabilidade, através dos documentos apresentados, nós refazendo todos os cálculos. A partir daí que a eficácia é de fato apresentada. Isso ocorreu com todas. Estamos tendo dificuldade com esta vacina. Apontamos e esperamos que seja superada”, destacou Barra Torres.  

A autorização de uso emergencial da Sputnik V, protocolado pela União Química, está “parada, para que a União Química forneça informações”. 

“O processo de interrupção, negativa excepcional importação, não deve somar a Sputnik V nenhum processo negativo, isso faz parte do processo. Só diante das acusações do desenvolvedor, é que precisamos colocar e forma mais clara os motivos. Gostaria de pedir que não se credite a essa marca, nome e vacina, nenhuma característica ruim. Para que amanhã ou depois não tenha a população um receio dessa vacina”.

Barra Torres destacou que já foi enviada uma resposta da Anvisa ao ministro do STF, Ricardo Lewandoski, que na última segunda-feira (10) havia dado um prazo de 48h para que o órgão sanitário se manifestasse sobre o imunizante russo: “Não afeta em nada [ a Anvisa], respondemos em quatro horas ou cinco”.

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