A Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia) acusa o governo do estado, através da secretária da Fazenda, de reter repasse das mensalidades dos associados, arrecadados via desconto em contracheque.

“A Entidade sequer foi comunicada da apropriação indébita, já que os valores foram descontados dos associados em folha, mas não foram repassados à Associação. A Aspra foi a única, entre as demais Entidades de classe que participaram das mobilizações, a ter o repasse retidos ilegalmente”, diz nota da Aspra enviada à imprensa.

A medida ocorre após a Aspra organizar um série de protestos contra a morte do soldado Wesley Góes, morto por policiais do BOPE no Farol da Barra, após atirar com um fuzil para cima e contra um pelotão da especializada.

Protesto realizado no dia 7 de abril / Foto: Divulgação Aspra

As circunstâncias da morte do soldado da PM (Polícia Militar) estão sendo investigadas pelo Ministério Público da Bahia e pela Secretária de Segurança Pública (SSP).

A advogada da Entidade, Marcelle Maron, diz que a retenção ocorre sem qualquer determinação judicial ou parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), depois de já haverem ocorridos descontos em folha dos associados.

“Absurdo. Mais uma vez presenciamos arbitrariedade tamanha em estado democrático de direito, em flagrante abuso de autoridade”, ressalta Maron.

Com a ação, pelo menos 350 trabalhadores (em vinte regionais da Aspra) ficarão sem salários no mês de abril. Também ficarão comprometidos os convênios com telefonia e planos de saúde.

“Alguns policiais podem inclusive ter atendimento médico suspenso por não pagamento dos contratos com planos de saúde. Alguns fazem tratamentos essências, como quimioterapia e hemodiálise”, reclamou o soldado Prisco, coordenador geral da Aspra.

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