O movimento que cobra justiça pela morte do soldado da PM Wesley Soares, no último domingo, (28), no bairro da Barra, em Salvador, deve retomar manifestações na próxima semana, segundo um dos organizadores do movimento, o deputado estadual e presidente da ASPRA ( Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia) , Soldado Prisco (PSC).

O movimento pede uma apuração rigorosa da morte do PM por policiais do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), em uma ação que gerou repercussão nacional, após Wesley, em estado de aparente confusão mental, portar um fuzil e disparar tiros para cima.
Na última terça-feira (1), o Ministério Público da Bahia instituiu uma comissão composta pelos promotores de Justiça Ana Rita Cerqueira, titular da 4ª Promotoria de Justiça do Tribunal de Júri – 1ª promotora de Justiça da capital; Maurício Lima, titular da Promotoria de Justiça Militar – 3º promotor de Justiça da capital; e Luciano Santana, titular da Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial, Defesa Social e Tutela Difusa da Segurança Pública – 3º promotor de Justiça da capital, para atuar no acompanhamento das investigações do Inquérito Policial Militar da morte do policial Wesley Soares Góes.
“No dia sete (quarta-feira) faremos mais uma manifestação na Barra; no domingo teremos outra, ambas às 9h da manhã. Durante a semana deveremos ter mais uma na Paralela e estamos vendo outras datas. O movimento cresceu, isso mostra que há uma insatisfação na corporação, queremos justiça pela morte Nossa avaliação é que não houve erro na operação, foi um assassinato, um homicídio doloso, foram para executar”
Soldado Prisco
Prisco afirma que o objetivo do movimento é saber quem mandou matar Wesley e para não atrapalhar nas investigações, eles pedem o afastamento do comandante-geral da PM, o coronel Paulo Coutinho, do Bope, o major Cledson Conceição, e do comandante da 72º CIPM(Companhia Independente da Polícia Militar), Capitão Hosannah Santos Rocha: “É para investigação, se forem inocentados, eles voltam para os postos”.
Vacinação
O deputado do PSC afirma que o processo de vacinação iniciado pelo governo do estado é uma manobra iliegal para tentar barrar o movimento que cobra investigação e punição pela morte do soldado da PM.
“É mais um golpe escancarado do governo, e disso tenho provas. Eu já fiz vários ofícios e entrei com uma ação judicial pedindo para o governo vacinar os pms, e eles não aceitaram, alegando que quem decide quem será vacinado é o MS (Ministério da Saúde). O MS não mudou o critério, e como agora eles aparecem vacinados os pms; e outra, ainda começou o para abafar privilegiando o alto escalão, começaram errado, com o pessoal de 50 anos. Os Policiais de área, do enfrentamento e que estão pegando a Covid-19 não tem 50 anos”.
Soldado prisco
Politização
O movimento está sendo apontado por parlamentares de vários campos político e pela imprensa como uma tentativa de politização da morte do PM, ocorrida em frente à um dos pontos turísticos de Salvador.
O caso ganhou repercussão nacional e gerou um debate na Câmara dos Deputados, entre deputados bolsonaristas, que acusam o governo da Bahia sustentando uma narrativa de que Wesley foi executado após ter um surto pela pressão para o cumprimento das medidas de isolamento social imposta pelo governador Rui Costa (PT).
Prisco afirma que críticas ao movimento são fruto de uma imprensa que se alimenta da publicidade do estado: “soube que o governo dobrou a publicidade, eles deveriam ter vergonha”.



