Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (13), o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), rebateu as especulações envolvendo seu nome para o Tribunal de Contas do Estado da Bahia e foi bastante incisivo categórico ao descartar qualquer interesse pessoal. “Eu nunca almejei espaço no Tribunal de Contas. Não foi um pleito individual. Hoje isso não existe mais, até porque já completei 70 anos e estou legalmente impedido”, explicou.
O parlamentar disse que é pré-candidato à reeleição para deputado federal e reforçou que o PCdoB, enquanto partido, defende participação nos espaços institucionais, mas sem personalizar o debate. Ao ser questionado sobre a atuação da oposição diante das eleições de 2026, o comunista foi direto ao comentar a possibilidade de um candidato ligado ao ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL).
“O Bolsonaro construiu um clã. Ou pensa igual a ele ou não serve. Ou é da família ou não serve. A preocupação é apenas proteger o próprio clã”, criticou. Para ele, esse cenário facilita a escolha do eleitor. “Vai ficar mais fácil comparar os projetos. O eleitor brasileiro é inteligente e vai fazer a melhor opção”, acrescentou.
O deputado também aproveitou a ocasião para fazer uma análise do cenário para 2026, e exaltou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendendo que que Lula é, “por razões óbvias”, o candidato mais forte do país.
“Não há nenhum líder político no mundo com a capacidade de interlocução internacional que o presidente Lula tem. O Brasil voltou a se posicionar bem no cenário global, a democracia foi fortalecida, as políticas sociais e os investimentos retornaram”, avaliou.
Para concluir, o comunista ainda apontou como desafio estrutural da política brasileira o descompasso entre Executivo e Legislativo.
“O eleitor vota em um projeto mais à esquerda para o Executivo e em um Congresso majoritariamente de direita. Isso gera atritos e dificuldades. Agora, o foco é outro: fortalecer o projeto político que governa a Bahia e o Brasil”, afirmou.