O coordenador da bancada dos deputados federais e senadores da Bahia, Marcelo Nilo (PSB), afirmou em entrevista ao OFF News que em hipótese alguma estará no mesmo palanque com Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) em 2022.
O político voltou a dizer ao OFF News que não foi convidado por ACM Neto para concorrer ao cargo de Senador da República, mas destacou que independente de convite, a sua avaliação é que o melhor nome para assumir o comando do governo da Bahia é o do ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do União Brasil.
“1º, eu não fui convidado a ser senador; 2º, tenho uma posição formada e decidida: jamais subirei palanque Jaques Wagner e Rui Costa. Eu acho que o ciclo do PT já acabou. ACM Neto foi considerado melhor prefeito do Brasil, foi reeleito e elegeu seu sucessor. Está na hora de oxigenar a gestão da Bahia, acho que neste momento temos que ter uma visão moderna, e o melhor nome para o governo da Bahia é o de ACM Neto”, destacou Nilo.
A fala é prova do desembarque do cacique do PSB, que já está virtualmente fora do grupo, prova disso é que Nestor Duarte, seu homem de confiança de longa data, entregou o comando da SEAP. Nestor afirmou em carta enviada ao governador Rui Costa (PT) que não irá acompanhar Marcelo Nilo na caminhada ao lado de ACM Neto.
Circula nos corredores do poder informações de que antes de decidir pela saída, ainda em 2021, Nilo apresentou para Rui Costa um série de pedidos, entre eles o comando verticalizado da Embasa e o desbloqueio de milhões em emendas.
Ao OFF News, o ex-presidente da ALBA negou os boatos: “é tudo mentira, eu nunca fiz proposta nenhuma a Rui Costa e a Jaques Wagner, tudo mentira”.
Mudança
O coordenador da bancada da Bahia em Brasília também respondeu às críticas que estão sendo feitas por parlamentares de esquerda ligados ao grupo comandado por Jaques Wagner, que avaliam se tratar de um cavalo de pau ideológico, um giro programático, o fato de Nilo ter sido linha de frente na luta contra o carlismo e agora decidir caminhar ao lado do herdeiro político de Antônio Carlos Magalhães.
“Eu nunca fui de Esquerda e nem de Direita, sempre fui uma pessoa de Centro. E mesmo no governo Paulo Souto, eu estive com Neto no gabinete de Vespasiano, e com ACM vivo, negociando à presidência da ALBA autorizado pela Oposição. Eu sempre me dei bem com ACM Neto, éramos políticos divergentes, mas nunca deixamos de nos cumprimentar. Neto ficou duas horas sentado na Câmara na sessão que recebi o título de cidadão soteropolitano. Agora, eu sempre fui aliado das esquerdas, tanto é que fui do PSDB durante 20 anos, e aliado das esquerda durante 32 anos. Acho que isso [mudança ideológica] não é um problema”, destacou Marcelo Nilo.
O cacique do PSB nega que seu desembarque seja motivado por questões eleitoreiras ou de espaço no governo.
“Não é por cargo, prestígio, tudo isso é secundário, o importante é estar ao lado do candidato que para mim é o melhor para Bahia. Um candidato que tenha uma visão moderna, alguém que traga uma oxigenação, que já tenha sido testado e aprovado como gestor, e esse nome na minha visão é o de ACM Neto; digo isso independente deu ser senador ou não, isso é um fato”, ressaltou Marcelo Nilo.
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