Jaques Wagner faz autocrítica, admite que houve corrupção nos governos do PT e “trabalho sério” na operação Lava Jato

Jaques Wagner

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O senador Jaques Wagner (PT) fez uma autocrítica do seu partido durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (22), e admitiu que houve corrupção nos governos do Partido dos Trabalhadores e que houve aspectos positivos da Lava Jato, gente que “trabalhou sério” a “despeito de alguns”.

O comportamento destoante na sigla ocorreu após ser questionado sobre a ofensiva das redes de TV, principalmente da Rede Globo, contra o ex-presidente Lula, o associando a tudo quanto é esquema criminoso no âmbito da Petrobras ou do governo.

“Todos os partidos, agremiações, instituições, tem gente boa e ruim, gente que acerta e erra, e o meu partido também, é feito de homens e mulheres; o que falei há pouco, na corrida ouro na eleição, às vezes tem alguém do PT: “não tem jeito, vou que entrar neste samba”; e pode entrar e se dar mal. A regra era financiamento privado. A gente não teve a lucidez de mudar essa regra. Aí como tem que financiar toda campanha e gastava muito dinheiro, viagens, gravação, o pessoal, “bom, tem que arrumar dinheiro, aí facilitou, afrouxou”. O que aconteceu? O que digo sempre: o pecado do pecador, não chama atenção; mas o pecado do pregador, e o PT nasceu pregando; socialmente, ambientalmente e também eticamente, é óbvio que foi um susto para muita gente. Não sou ingênuo, você sabe o quanto que eles bombaram as notícias ruins do PT; ninguém inventou, inventaram muita coisa contra o Lula, mas tinha coisa que aconteceu, e o que que eles fizeram, colocaram Lula na naquilo, de manhã, de tarde e de noite. O que foi visto agora quando desmontaram o Castelo de cartas, da palhaçada que foi, a despeito de alguns que trabalharam sério, a lava jato, que era uma operação política, e todo mundo: “ò, não era verdade, e para fazer isso, demora”, explicou Wagner.

Apesar da autocrítica e de reconhecer que ações da lava jato levaram em cana notórios corruptos e corruptores, o parlamentar afirmou que o objetivo da operação era “político”, de beneficiar o partido que polarizava com o PT à época, que foi “varrido do mapa”: o PSDB.  

“A Lava Jato não foi criada para eleger o atual presidente, mas para tirar o PT do poder, junto com o golpe da Dilma, a programação deles não era esse maluco [Bolsonaro], acharam que ia sobrar para quem vinha perdendo quatro eleições e iria perder a 5º com Lula: “Temos que acabar com o PT se não vai para 20 anos do PT”. Eles acharam que irão voltar ao poder mas foram varridos do cenário eleitoral”, destacou Wagner.

Guedes

O senador do PT criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, quem classificou como “um liberal ultrapassado lenda na cartilha errada”. Ele classificou o governo federal como perdido e atacou o presidente Jair Bolsonaro: “O governo está totalmente perdido, o presidente é uma biruta de aeroporto, toda hora fala bobagem. A CPI mostrou que havia criação de dificuldades para vender facilidade e ganhar trocado com os intermediários. O medicamento que ele [Bolsonaro] inventou, que não cura ninguém, mas que pode ter matado algumas pessoas”.

Questionado sobre o embargo da China às proteínas brasileiras, o petista falou em questões sanitárias aliadas à má vontade: “óbvio que tem motivo sanitário, mas não tenho dúvida que tem má vontade. Deixa o povo Chinês resolver seu caminho, ele [Bolsonaro] fica achando que vai dirigir o mundo? Não sabe nem dirigir seu país, o Brasil, e acha que dirigirá o mundo?”.

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