Parlamentares petistas reagiram às criticas do Ministro da Cidadania, João Roma, a tentativa de compra da Sputnik V pelo governo Rui Costa (PT), via Consórcio do Nordeste.
Na tarde desta sexta-feira (6), Roma utilizou uma rede social para, em tom de ironia, tratar da “derrota do PT da Bahia” pela não efetivação da transação de milhões de doses do imunizante russo que poderia estar sendo aplicado nos baianos, promovendo um avanço na vacinação no estado.
“É um comentário inteiramente coerente, ele é ministro do presidente que fez tudo para não comprar vacina, defendeu que as pessoas não tomassem vacina; apesar de esconder seu cartão de vacina, Bolsonaro garantiu o sigilo por 100 anos… Um comentário absurdo desse só pode vir de um governo que joga contra medidas sanitárias, que queria imunidade rebanho. Roma é responsável, assim como o presidente, pelas milhares de mortes por Covid-19 na Bahia e pelas dezena de milhares de mortes no Brasil, pela postergação da compra de vacina, se ele faz coro ao presidente, ele também assume a responsabilidade pelas mortes. É um ministro da qualidade do governo, está inteiramente alinhado”, diz o vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Afonso Florence (PT).
O médico e parlamentar, Jorge Solla (PT), lembrou que João Roma, que agora comemora não efetivação da compra da Sputnik V, em nenhum momento se mobilizou para conseguir mais vacinas para o estado da Bahia.
“Essa questão da Sputnik, a Anvisa botou uma série de condições, muitas dificuldades, cobranças, que acabaram levando os governadores a desistirem da compra. Esse comentário é típico do governo Bolsonaro, padrão bozo. Ele nunca usou a rede social para dizer que ira agilizar mais vacinas, facilitar a compra, aquisição, nada; Agora para atacar, falar em derrota da Sputnik, do PT? É muito contrário, a vacinação está avançando, apesar deles não quererem, estamos avançando, é uma vitória para o país”, ressaltou Solla.
Desistência
O governador da Bahia utilizou, na noite da última quinta-feira (5), uma rede social para comunicar à desistência do Consórcio do Nordeste na compra da vacina russa. Ele culpou os entraves burocráticos da Anvisa, que acabou por inviabilizar que mais uma imunizante contra Covid-19 estivesse sendo aplicado na Bahia.
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