Membro da CPI da Covid, o senador Angelo Coronel (PSD) afirmou, durante entrevista à Rádio Jovem Pan, na manhã deste sábado, que o fato de ter dado o aval para que o ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello possa ficar em silêncio, a Corte Suprema do país pode ter aberto um precedente que poderá afetar os trabalhos na comissão do inquérito.
“É um direito constitucional, nenhum depoente pode produzir provas contra si. Não sei se todos os pedidos [de silêncio] terão a complacência do que foi concedido por Lewandowski, liberando Pazuello. Espero que essa prática não seja corriqueira, ninguém está ali para condenar, estamos ali para investigar. Espero que o STF não faça gestos contra a CPI; a partir do momento que evita que alguém fale, está corroborando para que o suposto criminoso fique em silêncio na CPI”, destacou Coronel.
O senador do PSD pontua que Pazuello terá uma oportunidade de “falar se ele agiu a mando do presidente ou livre espontânea vontade, já que cada ministro é gestor de despesa e livre”, em referência aos atos controversos, a exemplo de manter indicação de uso da Hidroxicloroquina contra Covid-19 no Ministério da Saúde, e de omissões, como ocorreu no caso, em janeiro, que ficou conhecido como a crise do Oxigênio, em Manaus e no Espírito Santo.

Questionado sobre o imbróglio da convocação de prefeitos e governadores, que sempre vem à tona na CPI da Covid, através da tropa de choque bolsonarista na comissão, o senador pontua que o fato é antirregimental.
“O Problema não é a falta de vontade, isso vai ferir o regimento da CPI. Não se pode convocar deputados, senadores, nem prefeitos e governadores. Existem outros mecanismos para identificar irregularidades, basta seguir o dinheiro: “Follow the money”. Se o governador ou prefeito cometeu o deslize, tem que pagar. Muitas pessoas tiveram suas vidas ceifadas por negligência de secretários, prefeitos e governadores”, reforçou Coronel.
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É aquela história… PAZU, CALADO, JÁ TÁ ERRADO…!!!