O Ibama deixou de gastar R$ 48,8 milhões de um programa destinado exclusivamente para ações com o objetivo de reduzir a destruição da floresta amazônica, segundo matéria de O Globo.
Os R$ 48,8 milhões que sobraram faziam parte de um total de R$ 140 milhões do Projeto de Fortalecimento do Controle e do Monitoramento Ambiental para o Combate ao Desmatamento Ilegal na Amazônia (Profisc 1-B). O total usado pelo Ibama compreende 65% do total previsto, algo em torno de R$ 91,4 milhões.
O recurso, oriundo do Fundo da Amazônia, foi aprovada e liberada para uso em abril de 2018, com um período de três anos para ser gasto; o prazo venceu no dia 5 de abril deste ano. Em fevereiro, prevendo que não conseguiria usar os recursos a tempo, o Ibama solicitou a prorrogação do programa ao BNDES; o pedido ainda está em análise.
Denúncia
Enquanto o Ibama segue com recurso que deveriam ser gasto no combate ao desmatamento da Amazônia em caixa, o Ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, o senador Telmário Mota (PROS-RR) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim, foram alvo de uma notícia-crime no STF (Supremo Tribunal Federal), através do superintendente da PF do Amazonas. Alexandre Saraiva acusa Salles, no documento enviado ao STF, de ter se colocado ao lado de “criminosos extrativistas”, no lugar de dar “apoio ao poder de fiscalização ambiental”.
“Além de omitir-se de exercer seu poder de polícia ambiental, dificultando ação de fiscalização ambiental, patrocina diretamente interesses privados (de madeireiros investigados) e ilegítimos”, escreve o delegado sobre a atuação de Salles.
Após entrada no Supremo, o governo anunciou que Saraiva será retirado da função de Superintendente da PF no Amazonas.
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