A PF (Polícia Federal) do Amazonas apresentou na noite da última quarta-feira (14), uma notícia-crime no STF (Supremo Tribunal Federal), contra o Ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, o senador Telmário Mota (PROS-RR) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim.
Os três são suspeitos de interferirem indevidamente no Ibama no âmbito da operação que fez a maior apreensão de madeira ilegal no Amazonas da história, avaliada em R$ 129 milhões.
Os três seriam parceiros de madereiros alvos da Operação Handroanthus, deflagrada em dezembro do ano passado, segundo a PF.
De acordo com o diretor da PF no Amazonas -ouvido pelo Congresso em Foco-, Alexandre Saraiva, Salles, Mota e Eduardo Bim atuaram para atrapalhar a investigação e também de incentivar o “patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a administração pública”.
Salles teria se colocado ao lado de “criminosos extrativistas”, no lugar de dar “apoio ao poder de fiscalização ambiental”.
“Além de omitir-se de exercer seu poder de polícia ambiental, dificultando ação de fiscalização ambiental, patrocina diretamente interesses privados (de madeireiros investigados) e ilegítimos”, escreve o delegado sobre a atuação de Salles.