Secretário de Relações Institucionais diz que desconforto foi superado após conversas e que ambiente interno do partido é de debate intenso, mas sem risco de rompimento.
O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, minimizou nesta segunda-feira (6) os rumores de bastidor que apontavam para uma possível saída do deputado federal Joseildo Ramos do Partido dos Trabalhadores (PT) . Durante entrevista ao podcast Só Política, Loyola afirmou considerar remota essa hipótese e destacou a trajetória histórica do parlamentar dentro da legenda.
“Acho difícil para o deputado Joseildo Ramos fazer isso”, declarou o secretário, ao comentar a especulação que circulou nos bastidores da política baiana.
Segundo Loyola, Joseildo construiu sua história política dentro do PT e mantém vínculos sólidos com o partido. “Tem uma história no PT, tem um mandato no PT”, afirmou, ao reforçar a avaliação de que um eventual rompimento não seria um movimento simples nem natural dentro do atual cenário político.
Ao abordar o contexto do desconforto, o secretário relacionou a insatisfação à mudança promovida pelo governador na condução da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) , pasta com a qual Joseildo tem forte identificação política e histórica. Loyola lembrou que o deputado tem ligação direta com a área por já ter ocupado funções estratégicas no setor.
“O governador fez uma escolha de colocar uma secretária mulher na Secretaria de Desenvolvimento Rural, uma secretaria que ele conhece muito bem”, disse.
De acordo com o secretário, a nomeação de Elizabeth Rocha (Beth) para a pasta ocorreu dentro do mesmo campo político de Joseildo dentro do PT, o que, na avaliação dele, enfraquece qualquer leitura de isolamento político do deputado. Loyola citou, inclusive, a afinidade entre os grupos internos da legenda. “Beth é da mesma política do companheiro Joseildo, que é a Resistência Socialista”, pontuou, ao destacar as nuances internas do partido e a relação entre correntes petistas.
Desconforto superado
Apesar disso, Loyola reconheceu que houve um momento de incômodo por parte do parlamentar, especialmente em relação às expectativas sobre indicações e arranjos internos. Sem detalhar o ponto exato do impasse, o secretário admitiu que o episódio gerou um mal-estar inicial. “Acabou se aborrecendo um pouquinho ali”, afirmou.
O titular da Serin, no entanto, tratou de afastar qualquer ideia de crise prolongada e disse que o episódio já foi superado após conversas políticas. “Depois a gente sentou, conversou, se limpou a pauta”, declarou.
Debate e unidade
Loyola também usou a entrevista para reforçar que embates e divergências fazem parte da cultura política petista e não significam, necessariamente, rompimento. Em tom descontraído, resumiu o ambiente interno da sigla como um espaço de forte debate, mas também de unidade política. “No PT não tem desse, gente, não. Tem debate, o pau canta. O pau canta, a gente discute e discute. É pluralidade de ideias e unidade na luta”, concluiu.