Ministro afirma que grupo governista entregou obras que adversários não conseguiram tirar do papel e diz que garante início de novo trecho do metrô até maio
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) , fez uma provocação direta ao grupo político que governou a Bahia antes do PT, comandando por Antônio Carlos Magalhães, durante evento de anúncio de obras de drenagem em Camaçari, nesta quarta-feira (1º). Ao relembrar os 16 anos de gestões anteriores, Rui citou o exemplo do metrô de Salvador, que, segundo ele, ficou décadas “no papel” e virou motivo de chacota.
“Esse estado foi modernizado, ganhou status e destaque nacional nas nossas gestões. Antes de nós, nossos 16 anos, o outro grupo político, 16 anos ficou matracando aqui e a gente recebia era gozação quando saia da Bahia: “Cadê aquele metrô de calça curta de 16 anos que não sai do papel”; que estava na tomada de contas do Tribunal de Contas da União por problemas de execução? Esta é a obra e a forma de trabalhar de quem hoje está na oposição”, disparou Rui.
Metrô e o “carlismo”
A referência ao “metrô de calça curta” é uma alusão às décadas em que o projeto do metrô de Salvador foi prometido e nunca saiu do papel durante as gestões do grupo político liderado por Antônio Carlos Magalhães (ACM) e seus sucessores. O trecho citado pelo ministro faz parte da linha que integra o sistema metroviário da capital baiana.
Nova inauguração até maio
Rui Costa anunciou que um novo trecho do metrô será iniciado até o final de maio. “Nós vamos vir aqui, se Deus quiser, até final de maio para iniciar”, disse, contrastando as entregas realizadas pelo governo estadual com a suposta ineficiência das gestões anteriores.
Crítica à oposição
A fala de Rui Costa ocorre em meio à reta final da janela partidária, com a oposição já tendo sua chapa majoritária consolidada para as eleições de outubro. O ministro, que é pré-candidato ao Senado na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) , tem adotado um tom cada vez mais crítico em relação ao grupo liderado por ACM Neto (União Brasil) , herdeiro político do chamado “carlismo”. A provocação sobre os 20 anos de poder do grupo adversário — somando as gestões anteriores e a atual oposição — reforça a estratégia petista de associar o projeto oposicionista ao passado de promessas não cumpridas.



