Deputado Marcinho Oliveira alega “perseguição política” após ser alvo de operação da PF por contratos em Serrinha

Marcinho

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Deputado estadual afirma que investigação sobre licitações de veículos no período entre 2017 e 2024 diz respeito à sua atuação como empresário, não como parlamentar; classifica ação como tentativa de frear crescimento do PRD na janela partidária.

O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) quebrou o silêncio nesta quarta-feira (1º) após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão em seu gabinete na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e em sua residência. A Operação Tambuatá investiga um suposto esquema de fraudes em licitações de locação de veículos na cidade de Serrinha, abrangendo o período entre 2017 e 2024.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar buscou desvincular a investigação de sua carreira pública, ressaltando que os fatos apurados remetem à sua atuação como empresário antes de assumir o mandato. “Fomos surpreendidos por um mandado que visa esclarecer fatos em Serrinha. Nunca fui prefeito nem exerci cargo eleitoral naquela cidade. A investigação busca esclarecer supostas irregularidades em contratos de 2017, quando atuávamos no ramo empresarial”, afirmou Marcinho, classificando a ação como uma tentativa de rotulá-lo indevidamente por atos de terceiros.

Estratégia de defesa e contexto eleitoral

O deputado adotou um tom de denúncia, sugerindo que o timing da operação — que ocorre durante a janela partidária e na semana em que o seu novo partido, o PRD, busca consolidar filiações — possui motivações políticas. Marcinho Oliveira, que é egresso do União Brasil e um dos aliados mais próximos do deputado federal Elmar Nascimento, vê no episódio uma tentativa de frear o crescimento de seu grupo político.

“Isso acontece justamente na semana das filiações eleitorais, onde nosso partido tem um crescimento gigantesco. Seguiremos de cabeça erguida, sem temer perseguições políticas. Nossa consciência está tranquila”, disparou o parlamentar.

Detalhes da investigação

Apesar da negativa do deputado, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) sustentam que o esquema envolvia o direcionamento de licitações para empresas controladas pelo parlamentar, com o subsequente pagamento de vantagens indevidas a servidores e gestores municipais através de superfaturamento. Além de Marcinho, o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP) , também foi alvo de buscas.

Histórico de investigações

Esta não é a primeira vez que o deputado enfrenta o crivo da PF. Em outubro de 2024, ele foi alvo da Operação Santa Rota, que apurava desvios no transporte escolar em Santaluz, sua base eleitoral e cidade onde foi vice-prefeito. Com os novos desdobramentos, a oposição na ALBA aguarda o desenrolar das perícias nos aparelhos eletrônicos apreendidos para avaliar os impactos políticos na bancada.

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