Senador diz que composição oposicionista reúne nomes que já estavam fora da base em 2022 e questiona gestão de Neto em Salvador: “Não tem uma maternidade municipal”.

O senador Jaques Wagner (PT) criticou, nesta terça-feira (31), o lançamento da chapa do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) , em Feira de Santana, afirmando que o movimento representa um retrocesso político. Para Wagner, o grupo oposicionista não traz novidade e reúne nomes que já estavam fora da base governista em 2022.

“Eu vi algum card deles dizendo que a Bahia quer mudar. Eu diria que a Bahia quer continuar avançando, porque, na minha opinião, a chapa dele representa a volta ao passado, a volta dos que não foram”, disparou.

Composição da oposição

Ao comentar a formação da chapa, Wagner classificou o cenário como natural e relembrou o alinhamento dos integrantes em 2022. “Zé Ronaldo já não votou conosco na outra, o vice escolhido também não votou com a gente na outra, o João Roma também não votou com a gente na outra. A única pessoa que estava com a gente era Angelo Coronel. Ele tomou uma decisão pessoal, fruto de um desentendimento interno do PSD, mas, para mim, sinceramente, não tem nenhuma novidade. Em 2022 ele também anunciou a chapa dele, achou que já estava sentado na cadeira e não aconteceu. Eu prefiro esperar a roda dos acontecimentos para saber o que vai acontecer, eu tenho muita segurança”, afirmou.

Críticas à gestão de Neto em Salvador

O senador também criticou a administração de ACM Neto à frente da prefeitura de Salvador, especialmente em áreas como saúde e educação. “Eles falam de saúde e nunca fizeram. Falam de educação, mas Salvador é a última capital em educação infantil. Salvador não tem uma maternidade municipal para as pessoas nascerem aqui. Então, sabe, é aquele papo de ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’. Porque do que eles falam, eles nunca fizeram”, concluiu o petista.

Contexto

A oposição já tem sua chapa majoritária definida: ACM Neto como candidato ao governo, Zé Cocá (PP) como vice, e os senadores Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) como candidatos ao Senado. O governo estadual ainda não oficializou sua composição, mantendo o MDB na vice-governadoria com Geraldo Júnior. A definição é aguardada até o prazo final da janela partidária, na sexta-feira (3). A fala de Wagner reforça o discurso governista de que a chapa oposicionista representa um “retorno ao passado”, enquanto o grupo de Jerônimo Rodrigues se apresenta como continuidade e avanço.

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