Em entrevista à Rádio Amargosa FM na última sexta-feira (27), o deputado federal Dal Barreto (União Brasil) criticou publicamente a prefeitura de Amargosa após a suspensão do atendimento de uma carreta oftalmológica no município. A iniciativa, articulada pelo vereador Ramon de Madeira (União Brasil), oferecia exames de vista gratuitos à população.
De acordo com o deputado, a decisão da gestão municipal prejudica diretamente a população mais carente e classificou a medida como um erro. “Eu fico feio com isso, mas agora não pode fazer essa política do coronelismo, não pode fazer essa política e achar que a oposição não pode trabalhar, que a oposição não pode dar sucesso”, declarou.
O parlamentar ainda ressaltou que o episódio evidencia uma postura inadequada por parte da prefeitura ao, segundo ele, “misturar política com as pessoas”. O deputado ressaltou que ações sociais, especialmente na área da saúde, não deveriam ser alvo de disputas partidárias.
O serviço que foi suspenso envolvia uma carreta equipada para a realização de exames oftalmológicos em diversas especialidades, atendendo moradores que, muitas vezes, não têm acesso facilitado a esse tipo de assistência. O projeto, segundo Dal, já foi realizado em outras cidades da região sem impedimentos.
Ao falar sobre a justificativa da prefeitura — que apontou a suposta ausência de documentação técnica, como uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) — o deputado indagou a coerência da decisão. “O simples fato de não ter um ART não é motivo para a Prefeitura fazer o que fez”, acrescentou, levantando dúvidas sobre a regularidade de outros serviços públicos municipais.
O parlamentar aproveitou a ocasião para lançar um desafio à gestão municipal: que comprove publicamente a regularidade de seus próprios serviços. “Eu quero que traga aqui, que a gestão traga aqui na rádio. Está aberto. […] para dizer se tem todos os documentos necessários para funcionar a boa saúde”, continuou.
Dal ainda destacou as dificuldades enfrentadas pela administração pública, reconhecendo limitações na oferta de serviços de saúde. No entanto, reforçou que isso não justifica impedir iniciativas que ampliem o atendimento à população.
“Não se deve, porque o vereador é de oposição, deixar de acontecer uma feira de saúde que atende pessoas e minimiza os problemas dessas pessoas por conta da política”, afirmou.
Ao concluir, o deputado reiterou que sua crítica não tem caráter pessoal, mas sim de alerta. “Fica aqui o meu repúdio, fica aqui a minha tristeza em ver que a gestão tomou essa decisão. […] A prefeitura errou, a gestão errou e precisa rever para que isso não aconteça novamente”, finalizou.



