Governador afirma que agendas nos municípios tiveram caráter institucional e que relação administrativa será mantida; “A política faremos na hora correta”, diz.
Após o anúncio do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP) , como vice na chapa do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) , e do apoio declarado do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil) , o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta quinta-feira (26) que não guarda mágoa dos gestores e que não esperava contar com eles em sua base política.
A declaração foi dada durante a inauguração da modernização do Colégio Estadual Raphael Serravalle, no bairro da Pituba, em Salvador. Na ocasião, o governador ressaltou que suas agendas em Jequié e Feira de Santana tiveram caráter institucional, destacando as obras realizadas pelo governo estadual nos municípios.
“Nos dois municípios que você trouxe como exemplo, eu fui fazer campanha para um candidato da minha base, então não havia essa expectativa de que viriam comigo”, afirmou Jerônimo.
Relação institucional mantida
O governador acrescentou que a relação institucional com as prefeituras será mantida e que continuará visitando os municípios para acompanhar e anunciar investimentos. “Nós temos obras importantes em Jequié, obras inclusive que estão sendo concluídas nos projetos, para que a gente dentro em breve possa ir lá, anunciar uma licitação, anunciar uma ordem de serviço”, disse.
Sem mágoa
Por fim, Jerônimo reforçou que o posicionamento político dos prefeitos não altera o relacionamento administrativo. “A relação não vai mudar por conta disso”, afirmou, acrescentando que “não há nada de mágoa porque não tinha expectativa de que viriam”. “A política faremos na hora correta”, disparou.
A declaração do governador busca minimizar o impacto das adesões de Zé Cocá e Zé Ronaldo à chapa oposicionista, destacando o caráter institucional das parcerias e mantendo o foco nas entregas do governo estadual nos dois municípios. Enquanto isso, a oposição já tem sua chapa majoritária definida, com Neto, Cocá, Ângelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) , enquanto o governo ainda negocia a composição da vice com o MDB.