Secretário de Relações Institucionais endossa posição de Jaques Wagner e afirma que governo tem tempo para definições: “a gente só fecha a chapa em agosto”
O secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia, Adolpho Loyola, afirmou que não há pressão interna para mudar a composição da vice-governadoria na chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) . Em declaração, Loyola endossou a posição do senador Jaques Wagner (PT) e reforçou que o posto pertence ao MDB, partido que integra a base aliada desde 2022.
“Já a vice é do MDB, é o partido que nos acompanha, então não tem nenhuma mudança nesse cenário. É justo que todos os partidos queiram participar de uma chapa que vai vencer a eleição, mas a priori, e o que a gente vai trabalhar, é a manutenção da chapa com o MDB na vice”, declarou.
Tempo para definições
Loyola minimizou qualquer urgência na definição da chapa majoritária, apesar das especulações e movimentações de bastidores. “Estamos com tempo, a imprensa pressionando, mas nós temos tempo. A gente só fecha a chapa em agosto, mas nós estamos conversando com todo mundo, com a nossa base, respeitando nossos partidos da base aliada. Na hora certa nós vamos anunciar”, afirmou.
Respaldo a Wagner
A declaração do secretário reforça a posição já manifestada por Jaques Wagner, que em entrevistas recentes defendeu a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na vice-governadoria. A fala também busca acalmar os ânimos dentro da base governista, após especulações sobre uma possível troca do posto para acomodar outros partidos, como o PSD ou o Avante.
Apesar de afirmar que a vice está mantida com o MDB, Loyola deixou claro que o governo segue em diálogo com todos os partidos da base aliada. A estratégia do Palácio de Ondina é evitar rupturas e garantir que a chapa majoritária seja anunciada com unidade, respeitando os acordos já firmados, especialmente com o MDB, que foi decisivo na vitória de Jerônimo em 2022.