Líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou nesta quinta-feira (19) que o caso envolvendo pagamentos do Banco Master a uma empresa ligada à sua família deve ser investigado, mas negou qualquer irregularidade e disse estar “muito tranquilo” em relação às apurações.

A afirmação do parlamentar aconteceu durante entrevista à Rádio Metrópole, após a revelação de que a instituição financeira teria pago ao menos R$ 11 milhões à empresa de Boonnie Bonilha, nora do senador e esposa de Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia.

“Falando logo desse assunto que tomou conta de tudo, porque ano de eleição também é ano de especulação. 2018 foi a mesma coisa, estava começando o ano, fizeram uma especulação comigo e tal, depois não provaram nada e acabou que eu estou aqui como o senador mais bem votado da história da Bahia”, declarou.

O petista conceituou o episódio como um “grande escândalo nacional”, no entanto cravou que é necessário diferenciar eventuais irregularidades de acusações infundadas.

“Agora, como essa questão do Master virou um grande escândalo nacional, e é um escândalo realmente, só que a gente precisa separar o joio do trigo, tem muito trambicagem feita”, acrescentou.

De acordo com o parlamentar, a empresa envolvida teria atuado em uma intermediação financeira realizada em 2022, antes do atual governo estadual e, segundo ele, o contrato foi posteriormente desfeito. “Por incrível que pareça, ano passado houve o distrato, exatamente no nosso governo houve o distrato dessa coisa, também não sei porque, porque o negócio é deles lá”, continuou.

O ex-chefe do Palácio de Ondina também disse que os envolvidos já apresentaram esclarecimentos jurídicos e se colocaram à disposição das autoridades.

“Essa está sendo oferecendo sigilo fiscal, sigilo bancário, tudo que for necessário para explicar, já tem tudo lá, pedimos o advogado para olhar e está tudo absolutamente normal”, disse.

O petista anunciou que o caso está sob análise do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e que houve manifestação formal com abertura de dados às autoridades.

“Fizeram a petição pro ministro André Mendonça, que é quem tá tocando esse caso, e dizendo: ‘tá aqui o que precisar’, ter uma disposição da Polícia Federal aqui pra dar as explicações necessárias”, destacou.

Para concluir, o parlamentar afirmou que prefere manter distância do tema no debate político e reforçou a defesa de investigações.

 “Eu sou do tipo que família é família, política é política, negócio é negócio. Então eu tô muito tranquilo. […] Apure-se tudo, quem tiver culpa no cartório que pague, eu sempre defendi isso”, finalizou.

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