Presidente do Cidadania em Salvador, Lourival Evangelista celebra decisão judicial que anula congresso do Cidadania: “Justiça pautada na verdade e no estatuto”

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Presidente do diretório de Salvador afirma que vitória na Justiça enterra tentativa de golpe e deixa recado: “Na política não cabe mais ‘Macunaímas'”.

O presidente do diretório municipal do Cidadania em Salvador, Lourival Evangelista, comemorou nesta quarta-feira (18) a decisão do desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que suspendeu as deliberações da reunião do Diretório Nacional ocorrida em 24 de fevereiro e, por consequência, anulou o Congresso Extraordinário realizado em 4 de março. O evento havia elegido nova composição dirigente liderada pelo deputado federal Alex Manente e pelo ex-deputado Roberto Freire.

Para Lourival Evangelista, a decisão representa o restabelecimento da democracia interna da legenda. “Foi uma justíssima decisão pautada na verdade e no estatuto do partido. A Justiça reconheceu o que sempre denunciamos: a reunião de 24 de fevereiro não teve quórum mínimo para convocar o Congresso. Dos 102 membros do Diretório Nacional, 65 declararam que não estavam presentes”, afirmou.

Quórum e legalidade

O desembargador destacou em sua decisão que o estatuto do Cidadania exige, em seu artigo 15, parágrafo 7º, a aprovação da maioria absoluta dos membros efetivos do Diretório Nacional para convocação de Congresso Extraordinário. Como cerca de 63% dos integrantes não participaram da reunião de 24 de fevereiro, o magistrado concluiu pela probabilidade do direito dos autores da ação.

“Muito embora não tenha sido acostada na origem a ata da reunião do Diretório Nacional realizada em 24/2/2026, os documentos juntados apontam, prequalmente, para a possível invalidade do ato praticado. Por esse motivo, mostra-se necessária a suspensão da referida reunião, eis que presentes os requisitos previstos no art. 300 do CPC”, registrou o desembargador.

Recado aos “golpistas”

Em tom firme, Lourival Evangelista afirmou que a decisão serve de exemplo para aqueles que tentam tomar o partido à força. “Fica a dica que na política não cabe mais ‘Macunaímas’ – aqueles que querem levar vantagem em tudo. E fica o exemplo para os golpistas da Bahia. Seguimos fortes com o presidente nacional Comte Bittencourt e com a maioria qualificada do partido”, declarou.

O dirigente municipal também criticou a postura do grupo que tentou realizar o congresso paralelo. “Eles tentaram um golpe contra a democracia partidária, contra o estatuto e contra a vontade da maioria. A Justiça mostrou que atos ilegais não vão prosperar. O Cidadania segue unido e forte para as eleições de 2026”, completou.

Próximos passos

Com a decisão, ficam suspensas todas as deliberações adotadas no Congresso de 4 de março, incluindo a eleição da nova executiva nacional. O grupo liderado por Comte Bittencourt, que comanda o partido nos últimos anos, segue no comando da legenda até que novas deliberações estatutárias sejam realizadas.

A decisão é passível de recurso, mas, por ora, representa uma vitória significativa para a corrente que defende a permanência de Comte Bittencourt na presidência nacional do Cidadania.

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