Senador afirma que não expõe prefeitos por medo de retaliação do governo estadual, que estaria condicionando liberação de convênios; declara que saída do PSD foi “forçada” e que agora quer “virar a página”

O senador Angelo Coronel fez uma provocação direta ao PT e rebateu críticas de que chega à oposição sem apoios expressivos de prefeitos e lideranças, levando apenas seus filhos, o deputado estadual Angelo Coronel Filho e o federal Diego Coronel. Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia nesta quarta-feira (18), Coronel afirmou que a vitória de ACM Neto (União Brasil) será a mais comentada do país e atribuiu a ausência de adesões públicas ao medo de retaliação do governo estadual.

“Isso para mim já é uma grande vitória. Quanta questão de levar só a família para o lado de Neto? Eu não quero expor ninguém. Nós estamos numa fase aí de liberação de convênios para obras que o governo tem prometido e vários prefeitos que me procuraram. Coronel, eu vou declarar, eu vou declarar que você vai ser prejudicado. Se você declarar, você vai sair da lista de convênios”, revelou o senador.

Obrigação, não favor

Coronel criticou a postura do governo estadual em condicionar liberações de recursos ao apoio político. “Eles não estão fazendo favor de liberar um convênio de calçamento, um hospital para a cidade. Não é favor, é obrigação, como obrigação do deputado, do senador, de ter emenda para colocar nas prefeituras. Ninguém está dando presente a ninguém. É uma obrigação atender bem aos municípios da Bahia”, disparou.

Vitória histórica

O senador projetou que a eleição deste ano terá repercussão nacional. “Eu só espero que agora, se a gente vir a ganhar, que não tenho dúvida que vamos ganhar, vai ser talvez a vitória mais comentada do Brasil. Os holofotes do Brasil estarão focados na Bahia, porque foi o estado que deu a maior vitória a Lula no passado, e é uma luta grande”, afirmou.

Saída do PSD e relação com aliados

Coronel fez questão de esclarecer que sua saída do PSD não foi uma escolha, mas uma consequência da falta de espaço para disputar a reeleição. “Eu não queria sair. Fui praticamente forçado a sair porque eu queria disputar uma reeleição e não tinha espaço lá. Não queria ter a pecha de traição. Toda Bahia sabe que eu saí por uma situação delicada”, declarou.

Ele disse ainda que quer “virar a página” e reatar amizades com as lideranças do governo. “Não quero brigar com Wagner, com Rui, com Otto, com Jerônimo. Assim como eu estava do lado deles e não tinha briga com o grupo de ACM Neto, sempre me dei bem com Neto, com Bruno. Eles me ajudaram a ser presidente da Assembleia. Quando fui candidato a senador, também contei com voto de muita gente do grupo de Neto, porque tenho amizade de muitos e muitos anos”, concluiu.

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