Senador afirma que deixou grupo governista sem romper relações e cita conversas com Otto Alencar e Rui Costa; projeta cenário eleitoral acirrado e compara a um “BaVi dos tempos áureos”
O senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou, nesta quarta-feira (18), que a eleição para o governo da Bahia será marcada por forte competitividade e sinalizou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) . Em entrevista à rádio Baiana FM, o parlamentar também defendeu uma atuação política baseada no diálogo e evitou ataques diretos a adversários.
Coronel destacou que deixou o grupo governista sem romper relações pessoais e políticas. “Graças a Deus, eu passei esse tempo longo com o grupo liderado pelo PT na Bahia, sai agora, não deixei nenhum inimigo. Muito pelo contrário, sempre converso quando tem oportunidade”, disse. Como exemplo, citou contatos recentes com lideranças do grupo adversário: “Ontem mesmo tive uma conversa no telefone com Otto Alencar sem problemas. Diego ontem comunicou a Rui Costa da mudança nossa de partido”.
Política de agregação
O senador também mencionou a relação com o grupo político de ACM Neto e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) . “A gente gosta de fazer política dessa maneira. Da mesma forma, quando estávamos aliados ao PT, a gente tinha também essa amizade com o grupo de ACM Neto, com Bruno Reis”, afirmou.
Para Coronel, a política deve ser pautada pela construção de alianças, e não por confrontos. “A gente faz política dessa maneira, agregando, não xingando e desagregando. Porque pra mim quem desagrega é político defasado, que não tem nenhuma convicção do seu próprio valor”, declarou.
Cenário eleitoral
Ao projetar a disputa de outubro, Coronel classificou o pleito como “duríssimo” e atribuiu o ambiente favorável à mudança ao longo ciclo petista no poder. “Não existe eleição fácil, principalmente com 20 anos de poder, há sempre um desgaste. Há um desejo muito forte de mudança”, avaliou.
Apesar das críticas ao cenário político, fez ressalvas sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) . “Não é nem questão de ser Jerônimo o governador. Pelo estilo dele, uma pessoa que tem o carisma dele, trabalhador. Claro, tem problemas como todo governo tem”, ponderou.
Coronel ainda comparou a disputa a um clássico do futebol baiano e reafirmou seu engajamento no novo grupo político. “É um BaVi dos tempos áureos. E como eu estou agora aliado com ACM Neto, eu vou tentar a todo custo dar minha contribuição para que esse time que eu entrei seja o time vencedor”, concluiu.