RECORDE

Na última segunda-feira, entre prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, e lideranças, passaram pela residência de Angelo Coronel cerca de 100 pessoas. Depois das tratativas políticas, envolvendo estratégias e alianças, o já tradicional cozido. É farto e, garantem os comensais, saborosíssimo. O sempre espirituoso, advogado eleitoralista Ademir Ismerim, vizinho do anfitrião, apelidou os encontros de “Coronel Fest”. Para se ter uma ideia, nesse último encontro, visitantes foram orientados a estacionarem os seus veículos do lado de fora do condomínio. Engarrafou!!!
É o “Corona”, carinhosamente chamado pelos amigos, e o seu já famoso “Vem com a gente”. A parada é dura!!!
Senão, vejamos…!!!

PODE APOSTAR

Para quem garantia, com ares de certeza absoluta, que “podia apostar” na união inabalável do grupo governista da Bahia, a cena atual soa quase como um enredo repetido: depois de rifarem Angelo Coronel, agora a conversa da vez é rifar o MDB da vice, descartando o atual vice-governador Geraldo Júnior para acomodar Ronaldo Carletto, do Avante, tudo sob o pano de fundo da velha disputa entre Rui Costa e Jaques Wagner. Se isso é unidade, fica a dúvida: como será quando começarem as divergências de verdade?

MUNDO DE FRASES

Virou moda no meio político trocar a clareza por frases de efeito, como se governar fosse disputar campeonato de enigmas. A mais recente veio de Geddel Vieira Lima: “A traição é o último ato de uma criatura política que se sente superior ao seu criador”. Bonita, impactante, cheia de entrelinhas e dirigida a talvez um certo alguém! Política não é livro de citações nem jogo de indiretas cifradas. Quem ocupa espaço público deveria falar com objetividade, sem subterfúgios, sem segundas intenções, sem precisar que o eleitor decifre metáforas para entender o recado. O povo não precisa de frases enigmáticas! Precisa de posicionamentos claros, verdadeiros e ditos diretamente, não pelas linhas tortas desse mundo de frases prontas.

DETALHES

A nova pesquisa da Real Time Big Data escancara o que muitos fingiam não ver: um empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Ratinho Júnior em um eventual segundo turno. Os números carregam mais do que percentuais, revelam indefinição, preocupação e também esperança, dependendo de quem olha a planilha. É a fotografia de uma corrida eleitoral insana, em que cada ponto vira munição e cada décimo pode ser decisivo. Num cenário assim, não são apenas os votos consolidados que pesam, mas os indecisos, os brancos, os nulos e até o humor do dia. A eleição que parecia distante vai se desenhando como aquelas disputas decididas nos detalhes…ou na falta deles.

TABULEIRO

Na política, inteligência estratégica vale mais do que apego a rótulos. A chegada de João Santana à campanha de ACM Neto mostra justamente isso: quem quer vencer não escolhe talento pela etiqueta partidária, escolhe pela competência. Se o marqueteiro construiu vitórias históricas para o Partido dos Trabalhadores, talvez seja porque entende de campanha e muito. No fim das contas, ironia maior seria deixar de aproveitar experiência só para preservar uma vaidade ideológica. Em eleição se joga para ganhar, e, pelo visto, há quem esteja disposto a errar menos e usar as melhores peças do tabuleiro, inclusive aquelas que um dia estiveram do outro lado.

VAI DAR “PT”???

Refiro-me a “perda total”…!!!
Geraldinho, instiga amigos a “viralizar” críticas a Rui Costa. Jorge Solla, entra “de sola” em Zé Cocá, ao desqualificar a sua importância política.
Ao que parece, é fato, a base do governo Jerônimo está “batendo cabeça”.
Senão, vejamos…!!!

FRANCO ATIRADOR

Alguém precisa avisar, urgentemente, a Marcelo Nilo que a sua “metralhadora verborrágica” não o levará a lugar nenhum. Muito pelo contrário, é fato, consegue a façanha de desagradar a todos. Não é levado a sério, e o seu “histrionismo” virou piada!!! Marcelinho Veiga, que não é bobo, politicamente falando, corre léguas do “sogrão”.
Senão, vejamos…!!!

SUB-SECRETARIAS

Não existe, essa coluna já havia tratado do incômodo assunto, autonomia quando se trata das secretarias estaduais. Quem manda, os arautos da intriga dizem que até mais que o próprio governador, é o titular da SERIN. Qualquer tratativa, em qualquer pasta estadual, passa necessariamente pelo crivo de Adolpho Loyola. Lembrando que, tal qual os “inspetores reais” do Império Persa, o titular das Relações Institucionais representa os “olhos e ouvidos do rei”. Fica a pergunta: quem será o rei???
Senão, vejamos…!!!

E AGORA, BRASÍLIA?

De repente, Brasília ficou silenciosa demais para quem vive do barulho da política. A prisão do ex-banqueiro caiu como uma pedra no lago, e as ondas ainda estão se espalhando pelos gabinetes. Não é exatamente a prisão que tira o sono de muita gente, porque isso, por lá, costuma ser tratado quase como um contratempo burocrático. O verdadeiro pânico atende por duas palavras que fazem assessores suarem frio: delação premiada. Porque se o ex-banqueiro resolver abrir a boca com a mesma disposição que um dia abriu cofres, pode faltar memória em muito político que ontem lembrava de tudo e hoje, curiosamente, não lembra de absolutamente nada. Afinal, em Brasília todo mundo é muito valente…até alguém que sabe demais decidir começar a falar.

FALHA TECNOLÓGICA

Nosso vice-governador Geraldinho, simpatia nota dez, embananou-se na vã tentativa de “explicar o inexplicável”. Em entrevista à Rádio Metrópole fez comparações entre “tecnológico” e “analógico”, jurou amor eterno a Rui Costa, e afirmou que bloquearia o possível semeador da discórdia. A empreitada, qual seja continuar na chapa como vice, será ainda mais difícil.
O Ministro Chefe, mais um bomba para Jerônimo desativar, não perdoará o “deslize”.
Senão, vejamos…!!!

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