Deputado federal publica vídeo afirmando que nunca teve contato com controlador da instituição e defende apuração completa; caso envolve liquidação bilionária e suspeitas de fraude.
O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA) publicou um vídeo nas redes sociais, nesta quinta-feira (5), em que nega qualquer relação com o controlador do Banco Master e defende a apuração completa das denúncias envolvendo a instituição financeira. O parlamentar anunciou que assinou os pedidos de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados e de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), no Congresso Nacional, para investigar o caso.
“Quem não deve, não teme. Nunca tive qualquer contato com o dono do Banco Master. O povo brasileiro merece que tudo seja esclarecido. Por isso, eu assinei a CPI da Câmara dos Deputados e assinei também a CPMI na Câmara e do Senado, para que a gente possa investigar o caso a fundo”, afirmou.
O deputado reforçou seu compromisso com a transparência. “É fundamental que todas as informações venham à tona e que qualquer irregularidade seja apurada com transparência. Sou deputado federal e tenho um compromisso com a verdade, a transparência e o respeito com a população brasileira. Vamos juntos”, completou.
Crise bilionária
O caso do Banco Master envolve uma das maiores crises recentes do sistema financeiro nacional. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição após identificar graves irregularidades, suspeitas de fraudes bilionárias e uma crise de liquidez que impedia o banco de honrar compromissos financeiros.
Investigações da Polícia Federal apontaram emissões de títulos de crédito sem lastro e manipulação de ativos para inflar artificialmente o balanço da instituição, controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. No momento da liquidação, o banco possuía cerca de R$ 4 milhões em caixa, apesar de declarar dezenas de bilhões em ativos.
A situação afetou mais de um milhão de investidores e levou ao acionamento do Fundo Garantidor de Créditos para ressarcimento dos clientes. A criação das CPIs no Congresso visa aprofundar as investigações sobre as responsabilidades e possíveis omissões de órgãos reguladores.