Em entrevista ao Podcast Aqui Só Política nesta segunda-feira (2), o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), cravou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) “não tem nenhuma condição” de resolver o problema da segurança pública no estado.
Ao criticar a gestão do petista, o ex-chefe do Palácio Thomé de Souza afirmou que Jerônimo “não tem autoridade, não tem liderança” e que falta “humildade para reconhecer o problema”. De acordo com Neto, o primeiro passo para enfrentar a crise seria admitir a gravidade da situação.
“E o outro tema é o da segurança. E aí não tem jeito. O governador Jerônimo não tem nenhuma condição de resolver o problema da segurança pública. Por quê? Porque ele não tem autoridade, ele não tem liderança, ele sequer tem humildade para reconhecer o problema. A primeira coisa que a gente precisa fazer é reconhecer”, declarou.
Ainda durante a entrevista, o postulante ao Executivo estadual mencionou as eleições de 2022, quando foi derrotado na disputa pelo Palácio de Ondina, e pontuou que já reconheceu os erros. “Olha gente, eu errei 2022 em várias coisas e tal. Errar é humano, certo? Mas ele não reconhece”, acrescentou ao comparar as atitudes do governador.
O ex-chefe do Executivo soteropolitano também aproveitou a ocasião para criticar declarações atribuídas a Jerônimo em relação a situação da segurança na Bahia. “Ao contrário, ele diz que não, que a Bahia vive em paz, tranquilidade, que está tudo bem e tal. Pelo amor do Pai, meu Deus, não é possível que o cara diga um negócio desse”, continuou.
Segundo Neto, a solução passa por envolvimento direto do governador na condução da política de segurança. Como medidas a serem adotadas, ele defendeu aumento do efetivo policial, melhoria salarial e melhores condições de trabalho para as forças de segurança, além da ampliação de presídios de segurança máxima.
“Não adianta você achar que o secretário de segurança, por melhor que seja, o comandante da polícia, por melhor que seja, não resolve. Só o governador se envolvendo diretamente, participando da discussão. De como vai motivar a tropa, de como vai aumentar o número de policiais, de como vai remunerar melhor a polícia, de como vai dar melhores condições de trabalho à polícia, de como vai tornar os presídios da Bahia de segurança máxima”, disparou.
Quando citou o Conjunto Penal Lemos Brito, na capital baiana, o postulante ao Palácio de Ondina declarou que há domínio de facções criminosas dentro da unidade. “Não é a pouca vergonha que acontece dentro da Lembro de Brito, onde as facções criminosas comandam o território do presídio”, concluiu.



