O deputado estadual Emerson Penalva (PDT) voltou a criticar a gestão do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (3), o parlamentar apresentou um diagnóstico crítico sobre áreas estratégicas da gestão estadual, com destaque para saúde, educação e segurança pública.
Na área da saúde, o pedetista definiu a regulação como o “calcanhar de Aquiles” da população baiana. De acordo com ele, dados do Tribunal de Contas do Estado apontam aumento expressivo na fila de regulação, em índices considerados inéditos.
Para defender sua tese que a saúde é um dos principais problemas, ele mencionou que a ampliação do número de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Salvador, durante as gestões municipais recentes, contribuiu para aliviar parcialmente a pressão sobre os hospitais da capital. Porém, pontuou que o problema estrutural persiste, especialmente para pacientes oriundos do interior que dependem da regulação estadual para atendimento especializado. “O pior problema da saúde hoje é a fila da regulação”, disse.
Na ocasião, Penalva também saiu em defesa de servidores públicos estaduais e pensionistas, criticando o reajuste aplicado ao Planserv e apontou que há inúmeras queixas registradas em fevereiro sobre aumento considerado “abusivo” no valor do plano, aliado à redução da qualidade e da oferta de atendimento.
Mas as críticas não pararam por aí, ao falar de educação, o deputado demonstrou preocupação com políticas de aprovação de estudantes sem o devido domínio dos conteúdos. Segundo ele, a prática compromete a qualidade do ensino e exige revisão urgente.
Antes de finalizar, Penalva falou do assunto que é bem recorrente nas críticas dos opositores do chefe do Palácio de Ondina: segurança pública. O parlamentar citou episódios recentes de violência em bairros de Salvador, como o Nordeste de Amaralina, onde uma família teria sido mantida refém e relatou ainda registros de disparos de arma de fogo em diferentes localidades da capital, incluindo a região de Brotas, onde reside.
“Hoje não se confunde mais com fogos de artifício. O que se ouve são tiros de arma de fogo em vários bairros de Salvador”, concluiu.