Prefeito de Jequié afirma que decisão sobre partido e alinhamento com governo ou oposição depende de sinalização concreta para projetos regionais; critica ausência de cronogramas e diz que aguarda definição em até 15 dias.
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (Progressistas) , adotou cautela ao tratar de seu futuro partidário e posicionamento político para 2026, durante a cerimônia de posse do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, nesta sexta-feira (27). Cocá confirmou ter recebido um convite do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, para migrar para o PSB, mas condicionou qualquer decisão a critérios afetivos e estratégicos.
“O Wilson Cardoso é um cara que é meu amigo, me fez esse convite. Eu disse para ele que, se eu pudesse ir, teria que ser de algumas formas, por conta da relação que eu tenho no PP”, declarou. O prefeito destacou que, como pretende cumprir integralmente o mandato e não disputará outro cargo em 2026, não há pressa para definir uma mudança de legenda.
Obras estruturantes como fiel da balança
Questionado sobre o alinhamento político entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) , Cocá condicionou sua posição à execução de obras prometidas para Jequié, que teriam impacto regional significativo.
“Nós tínhamos uma proposta junto ao governo de obras estruturantes que dariam um impacto regional muito forte. Eu estou esperando ainda que isso aconteça. Espero que nesses 10, 15 dias a gente tenha uma sinalização importante para que aí sim a gente tome uma posição política”, afirmou.
O prefeito criticou a ausência de cronogramas claros, lembrando que já cobrou essas intervenções “mais de 100 vezes” . Ele explicou que sua decisão será técnica: se o governo detalhar prazos e critérios, o alinhamento com a base governista se torna mais provável; caso contrário, a postura independente ou de oposição ganha força.
Identificação com o PP
Mesmo diante de convites e negociações, Cocá reforçou sua identificação com o Progressistas. “Inicialmente eu estou no PP. É um partido que eu gosto muito, tenho uma relação pessoal com seus dirigentes, então vou discutir isso com muita paciência”, concluiu.
A declaração do prefeito de Jequié reflete o momento de indefinição vivido por lideranças municipais no interior, que aguardam contrapartidas concretas do governo estadual antes de selarem compromissos para a eleição de outubro.



