4G
A tal “chapa 4G”, batizada por Jaques Wagner como se fosse símbolo de potência, já nasce com aquele cheirinho de tecnologia que prometeu muito lá atrás, mas hoje vive travando e pedindo atualização: 4G já foi novidade, mas atualmente é sinônimo de conexão lenta, sinal oscilando e dificuldade de acompanhar o mundo real. Enquanto o povo quer diálogo em tempo real, respostas rápidas e soluções que funcionem no modo avião da crise, a chapa parece insistir num pacote de dados vencido, repetindo discursos reciclados e esperando que ninguém perceba que o sinal não alcança mais as ruas. No fim, vendem como avanço aquilo que soa como nostalgia política e o problema é que nostalgia não paga boleto nem resolve a vida de quem está procurando, desesperadamente, por uma conexão de verdade.
NA RESERVA
A declaração do ministro Rui Costa, feita esta semana em Feira de Santana, de que não é demérito ficar na suplência, soa como aquele discurso motivacional de técnico tentando convencer o craque de que o banco de reservas é, na verdade, um lugar estratégico para “observar o jogo”: é claro que ninguém cresce sonhando em ser coadjuvante. Imaginem Zico no banco, comemorando por virar opção no segundo tempo! Ora, se é tão relevante assim, por que nunca é a primeira escolha? E fica a dúvida inevitável: se a suplência é mesmo tão honrosa e estratégica, por que ninguém do PT faz fila para ocupar o posto com entusiasmo? No discurso é virtude; na prática, todo mundo sabe que titularidade ainda é o que vale no placar da política.
DESUNIDOS
As brigas internas da direita nacional já estão naquele nível em que o adversário virou detalhe e o foco passou a ser disputa de protagonismo dentro de casa: agora, Eduardo Bolsonaro resolve puxar a orelha pública de Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira por supostamente “esquecerem” Flávio Bolsonaro, como se a política fosse uma mesa de jantar em que alguém deixou de citar o primo no brinde. O que se vende como unidade ideológica começa a parecer grupo de família em crise, onde cada postagem vira recado atravessado e cada silêncio é interpretado como traição. No fim, a direita que prometia alinhamento inabalável passa mais tempo ajustando o próprio retrovisor do que olhando para frente e, enquanto disputam quem é mais fiel ao sobrenome, o discurso de coesão vai ficando só na legenda das redes sociais.
IRONIAS
A política brasileira adora essas ironias de roteiro: justamente a relatoria da proposta que põe fim à jornada 6×1, vendida como vitrine social estratégica do governo para 2026, cai nas mãos do deputado Paulo Azi, do União Brasil da Bahia. Ou seja, um projeto com potencial de virar bandeira eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva acaba dependendo do partido cujo palanque estadual faz oposição direta ao lulismo. É como entregar ao adversário o apito do jogo decisivo e torcer para que ele marque pênalti a favor. No fim, a pergunta que ecoa nos corredores é simples: o União vai acelerar uma pauta que pode turbinar o discurso de Lula em 2026 ou vai deixar o relógio correr até o apito final? Porque, nessa partida, o cronômetro legislativo pode valer mais do que qualquer discurso inflamado.
BYE BYE BONITÃO
João Leão, ex vice-governador, e atual deputado federal, anunciou a sua aposentadoria.
Liderança inconteste, idealizador da ponte Salvador – Itaparica, “amigueiro”, entende que o momento é de recolher-se. Cacá Leão, seu herdeiro político, certamente dará continuidade à trajetória política da família.
A Rádio Peão deseja paz, prosperidade, e muita saúde, ao BONITÃO.
I LOVE PESQUISAS
Onde já se viu?
O PT, outrora radical contestador de pesquisas eleitorais, diga-se de passagem, com razão, agora morre de amores pelas mesmas. Explico: terça-feira passada, um blog ligado ao partido, divulgou uma “alvissareira”, estilo “melhor dos mundos”, análise eleitoral.
Jerônimo eleito, Rui, e Wagner idem! A pesquisa, é fato, no meio político virou chacota.
Senão, vejamos…!!!
E O MISTÉRIO CONTINUA
De longe, questão já tratada nessa coluna, as decisões a serem tomadas pelos “ZÉS”, Ronaldo e Cocá, mobilizam o cenário político na Bahia.
Que caminho seguirão?
Aceitarão, compor as majoritárias?
Os prefeitos de Feira de Santana e Jequié só perdem, no quesito “rebuliço”, para o verdadeiro “tsunami político” causado pelo Senador Angelo Coronel.
Senão, vejamos…!!!
EFEITO CORONEL 2
Não se pode tapar o sol com a peneira!!! Coronel, articulador incansável, e com serviços prestados aos municípios baianos, constitui-se na grande dor de cabeça do PT na Bahia. Prefeitos e lideranças, assunto tratado na própria base do governo Jerônimo, não deixarão de apoiar o senador. É ele, e mais um! Reconhecem o trabalho, incontestável, em prol do municipalismo.
No jargão do pugilismo, ninguém abaixa a guarda!!!
Senão, vejamos…!!!
AQUÁRIO TURVO DO INSS
No reino submerso do INSS, dois servidores cansados de segurar a maré resolveram abrir as conchas e apontaram seus tentáculos para o jovem Molusquinho, acusando-o de participar de estranhas correntes que desviavam pérolas do grande cofre previdenciário do recife. Dizem que há rastros de tinta por todo o fundo do mar, trilhas sinuosas que passam por grutas bem iluminadas. Agora a dúvida que ecoa nas bolhas é simples: será que o Molusquinho seguirá o velho Moluscão e afirmará, com a serenidade de sempre, que não sabe de absolutamente nada? E até quando os peixes da superfície continuarão fingindo que a água não tem cheiro?
SECUNDÁRIO 2
Essa coluna, lá no fim de Janeiro, já havia tratado do delicado assunto.
O “apito” do governador indígena, auto-definição de Jerônimo, no quesito escolha da chapa majoritária foi “surdo”. A definição, como apontada por essa coluna, partiu do Senador Jaques Wagner. Pegou mal!
O galego tentou consertar, coisas de “irmão mais velho”, mas o estrago foi feito.
No retorno do governador, de direito, certamente a “roupa suja” será lavada.
Senão, vejamos…!!!



