Em entrevista à Rádio Baiana FM nesta terça-feira (27), o senador Jaques Wagner (PT), rebateu as acusações da oposição de que o grupo político ao qual pertence, estaria isolando o também senador Angelo Coronel (PSD). Durante a entrevista, o petista voltou a afirmar que acredita na unidade da chapa governista para 2026 e refutou as afirmações que o bloco partidário esteja isolando o pessedista que tenta a reeleição e é cotado como um possível nome que pode trocar de legenda.
“Eu não sou de aniquilar ninguém. Ao contrário, todo mundo cresce. Não estamos isolando Coronel, estamos com problema e ele faz parte do problema, como eu faço e Rui também. Eu não consigo ver ninguém prosperando do lado de lá e não monto o time de lá. Eu estou trabalhando para a gente não ter nenhum racha do lado de cá”, declarou.
O líder do governo Lula no Senado, ainda falou sobre a alternativa que foi dada ao seu colega de parlamento para solucionar a posição dele na chapa governista.
“Coronel foi presidente da ALBA com um grupo e mérito dele. Foi senador e, modéstia à parte ele mesmo diz, que fiz mais campanha para ele do que para mim na de 2018. Ele e Diego reconhecem. Eu não fiz favor, eu sou de time. Está comigo, ninguém larga jogador machucado no meio de campo. Mas eu tenho três pleiteantes para duas vagas. Mas eu já disse a Coronel que a gente pode ir junto. Ele pode ser meu suplente. Vai brigar pelo orgulho de ser candidato? Não acredito”, acrescentou.
O ex-chefe do Palácio de Ondina ainda aproveito a ocasião para ressaltar que tem uma boa relação com Coronel e que não acredita em racha na base.
“Já comi muito mocotó na casa dele. Tivemos em Brasília, eu, ele, Otto, Diego e a esposa dele, Eleusa. Isso que eu estou falando aqui, falei para ele tem um mês e pouco. Óbvio que ele não gosto, ele quer ser candidato. Lídice também queria ser candidata em 2018 e o grupo decidiu que era ele. Não tem nada de hecatombe nova. Pelo contrário, converso com Diego e Coronel direto”, concluiu.