Em Salvador, senador petista afirmou que integrantes da família já sinalizaram não ter interesse na vaga de vice e que presidência da Assembleia é definida por eleição secreta
O senador Jaques Wagner (PT) rebateu com veemência, neste domingo (11), rumores de que estaria negociando cargos de vice-governador e presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) como moeda de troca para atender os membros da família do senador Angelo Coronel (PSD) em caso de retirada do mesmo da chapa de 2026.
Durante agenda de assinatura de ordens de serviço em Salvador, o petista afirmou que tais especulações não têm fundamento.
“Eu nunca negociei isso. A família até diz que não tem interesse em vice. E a presidência da Assembleia depende de uma eleição secreta no ano que vem, com uma composição diferente. Colocar isso na mesa agora não tem sentido”, declarou Wagner, em resposta direta à imprensa.
O senador desconstruiu os dois supostos objetos de barganha. Primeiro, afirmou que membros da própria família Coronel já sinalizaram não querer a vaga de vice na chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Segundo, lembrou que o comando da ALBA é decidido por votação secreta entre os deputados estaduais, tornando qualquer acordo externo prévio inócuo e impraticável.
A declaração de Wagner busca encerrar uma linha de especulação que ganhou força nos bastidores políticos, sugerindo que a costura da chapa governista para 2026 poderia envolver acordos de bastidor que ultrapassariam a esfera eleitoral, incluindo cargos no Legislativo. Ao negar a negociação e apontar a falta de interesse de uma das partes, o senador tenta focar o debate na “questão da chapa” majoritária, conforme afirmou: “Vamos resolver a questão da chapa sem mexer em outros cantos”.



