Transporte público: oposição critica anúncio de reajuste

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Após o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), anunciar na última segunda-feira (29) que a tarifa de ônibus da capital baiana será reajustada em 2026, a bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) criticou a medida. Em entrevista a este OFFNews, o vereador Randerson Leal (Podemos) disse que foi pego de surpresa com o anúncio.

“Olha, nos causou uma surpresa enorme, até porque a Câmara Municipal, aprovou um subsídio de quase 70 milhões, justamente para não ter o aumento da tarifa de ônibus. E com o anúncio do prefeito informando que vai aumentar a tarifa nos causou muita surpresa. Esperamos que esse tema seja melhor debatido ano que vem entre o Executivo Municipal e a Câmara Municipal e o povo de Salvador, para que a gente possa entender melhor essa conta, esse cálculo. Porque se nós aprovamos subsídio, por que aumentar a tarifa?”, indagou Leal.

A vereadora Marta Rodrigues (PT), também em entrevista ao OFFNews, classificou a medida como absurda e cobrou mais transparência.

“Absurdo e vem assim um período que está férias, de recesso, que quem também usa muito o transporte público, a nossa juventude e os estudantes, estão de férias. Então é um cenário de profunda contradição do alto custo de imposto à população e a péssima qualidade do serviço oferecido. Mais um reajuste tarifário, sem um amplo debate público, sem transparência, para que as pessoas possam também dar sua opinião, dizer, ouvir também, e a forma também como estrutura os problemas no transporte coletivo de Salvador. Então, mais uma vez, a população não pode continuar pagando uma conta que é uma conta cara e um serviço cada vez pior”, declarou a petista.

Em função da repercussão após o anúncio do reajuste, o chefe do Palácio Thomé de Souza afirmou à jornalistas no último dia do Festival da Virada que a tarifa é contratual e não sofre interferência direta da Prefeitura. Ainda em conversa com a imprensa, o chefe do Executivo soteropolitano disse que a decisão de reajuste “independe da vontade do prefeito”.

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