O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou que a proposta de criação de um fundo das florestas é um grande diferencial da COP30. Em entrevista à Rádio Arara Azul FM, no Pará, o petista destacou as pautas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ( PT) e, defendeu que esta COP ficará para aa história.
“ O presidente Lula tem pautado que, diferente das outras ‘Cops’, onde o debate era muito produtivo, as resoluções eram excelentes, mas passava a Cop e não tinha concretude, não tinha materialidade nas ações. E agora, com a proposta de criar um fundo de florestas, a ideia é que tenhamos recursos para cuidar de todas as florestas do planeta, não só no Brasil, mas no mundo inteiro e o Brasil deu exemplo aportando 1 bilhão, no primeiro dia 5 bilhões de dólares e esperamos agora ter a contribuição dos outros países para que consigamos juntos fazer esse investimento no mundo para preservar nossas florestas”, destacou.
Ao ser questionado sobre os desafios da realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas na Amazônia, o ministro que já foi governador da Bahia afirmou que é um desafio muito gratificante e destacou a importância de vivenciar os problemas de perto.
“ É um desafio, um grato desafio, eu acho que é importante e eu aprendi com minha mãe e ouvi o presidente Lula repetindo outro dia uma frase que eu gosto muito: a cabeça do ser humano pensa conforme seus pés, por onde seus pés pisaram. Então a cabeça nossa, a gente anda sempre no tapete de luxo ou no mármore, vai achar que a vida é assim. E a vida é muito diferente disso, então se a gente quer defender a floresta, quer defender o meio ambiente, nós precisamos ir lá perto do rio, perto da floresta e perceber como as pessoas vivem para se sensibilizar como cuidar daquele local”, continuou.
O ministro também aproveitou a oportunidade para defender a Amazônia como referência para o mundo no que se refere a preservação do meio ambiente e apelou para que todos colaborem para essa preservação.
“Eu diria que a Amazônia já é essa referência, o que nós precisamos apenas é instigar, é mexer no coração, na alma e na sensibilidade das pessoas. Quando você vem num lugar desse, vê o tamanho das árvores, vê a espessura das árvores e vê o meio ambiente, os rios desse tamanho, não tem como nenhum ser humano sair daqui insensível a essa questão ambiental”, acrescentou.
Rui Costa ainda destacou a exploração de recursos minerais e a importância da atividade para a economia, mas reiterou a importância da exploração de forma consciente pensando na preservação.
“Nós temos que cuidar da sustentabilidade dos projetos, porque às vezes você usa 5% de uma área, 3% de uma área para conseguir ter recurso para preservar os outros 97%. Muitas vezes é essa a contrapartida que você precisa fazer, porque você precisa de recurso também para dar sobrevivência às pessoas e para manter a floresta. Então, muitas vezes, você faz uma seção de 3% da área e, com esse recurso que você arrecada, isso vai lhe ajudar a manter os outros 97% daquela área”, finaliza.



