A deputada estadual Tia Ju (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e da Unale, revelou que a entidade está construído uma frente parlamentar com deputados estaduais para pressionar uma participação dos estados nos projetos em tramitação em Brasília. A fala ocorreu durante visita à ALBA, nesta quinta-feira (21).
“De suma importância, como bem colocou aqui a nossa querida Fabiola Mansur, a Unale tem um papel fundamental, a gente acabou de colher assinaturas e retomamos uma frente parlamentar mista que existia no Congresso e a gente está retomando exatamente por esse momento tão sensível que o nosso país vive, o presidente bem colocou aqui, e a gente precisa estar o tempo inteiro provocando o nosso Congresso para pautas que a gente, no nosso Estado, já vê, divulga, milita, como é o caso da adultização de crianças, que é uma pauta minha, é uma pauta da Unale de muito tempo”, destacou a presidente da Unale ao OFF News.
“A Unale Sempre trabalhou numa frente de infância e de adolescência, e a gente sempre tocou nesse assunto, sempre trouxemos essa pauta, mas, como tem disse o presidente aqui, para precisar de um influência fazer toda essa mobilização, mas isso não significa que a gente, enquanto o Unale, enquanto representantes do povo em todos os nossos estados, não já havia feito essa provoca mas não estavam sendo ouvidos”, reforçou a parlamentar.
“Já vinham gritando, falando, sinalizando inclusive nós temos leis votadas nos nossos estados exatamente pautando o tema, mas como colocou aqui a Fabíola também, o nosso alcance de legislar é muito pequeno, é uma luta da unidade, a gente vem lutando para que as nossas prerrogativas não sejam diminuídas muito, pelo contrário, sejam ampliadas a mobilização”, ponderou a presidente da ALERJ.
A chefe do executivo carioca garantiu que a entidade dos deputados está acompanhando o projeto de Lei vetado pelo presidente Lula que amplia o número de deputados federais e estaduais. O projeto é uma alternativa à adoção dos parâmetros do IBGE, que apontou redução na população de vários Estado, o que incide na redução de cadeiras. A Bahia deve perder 2 cadeiras federais e 6 estaduais caso a medida entre em vigor.
“A questão da perda das cadeiras, a Unale também está se mobilizando com relação a isso, fazendo as provocações necessárias. Nós já estamos entrando em contato com o presidente Hugo Motto para a gente também estar nessa discussão, porque os estados perdem, Isso é muito ruim, em cima de um informe que não é muito legítimo”, destacou a deputada Ju
“A gente sabe que o último censo deixou um pouco a desejar, não desqualificando o Instituto que realiza, não é sobre isso, mas muita gente não foi consultada. Diminui cadeiras em cima de um censo que está com uma lacuna enorme… dizer que diminui a população da Bahia e diminui a população do Rio de Janeiro… realmente discrepante muito discrepante”, avalia a presidente da Unale.
“A gente está nessa militância, estamos a falando também o presidente da Casa, o presidente Hugo Mota, que a nossa frente, Já tivemos toda a assinatura e a mais que a gente precisava e a gente quer que ele paute logo e já determine a nossa frente. Porque a gente quer e vamos estar, por exemplo, em todas essas discussões, em todos esses debates, inclusive na questão da erotização de crianças, a nossa frente parlamentar, que foi instituída, já retomada, está nesse debate, nessa discussão”, ressaltou a deputada estadual.
“E volto a dizer, muita coisa a Unale provoca, através do seu colegiado, da diretoria que representaram uma grande massa de deputados que inclusive já foram presidentes de assembleia também, e presidentes da nossa entidade, o que falta é a gente ser ouvido, como disse o presidente. E nós estamos a com a iminência de termos a marcha dos deputados. A marcha dos deputados estaduais, nós estaremos todos os anos gritando falando vão ter que nos ouvir. É um risco, eu costumo dizer, eu sou pedagoga, o Brasil é um risco, os estados é o povo. E nós somos esses representantes não dá mais para decidir questões dos nossos estados sem a gente estar presente e dizendo. Porque quem está com o povo, quem vive no dia a dia, as assembleias aí, ouvindo a população, mais próxima da população, e a gente não ser ouvido, é um absurdo”, desabafou Tia Ju.
“Então, essa é uma luta da Unale e a gente está vindo com tudo e vamos continuar. Próximo ano, deputado Zanin assume e a gente vai estar junto também nessa marcha constante dos deputados estaduais, nas pautas que são inerentes ao nosso lugar, que mexem com nossos estados, por exemplo, que você mesmo trouxe, o tarifaço. A gente quer estar também nessa discussão. A gente precisa estar. É o nosso povo, é a nossa gente. É na mesa do nosso gente que falta comida. É o trabalhador perdendo emprego. E a gente tem que estar nessa discussão”, arrematou a presidente da Unale.



