Na véspera do Black Friday, Juca de Aleixo, o escrevinhador que muitos odeiam e que poucos amam retorna para narrar os bastidores e temores da classe política baiana.
Retorno do Mau
Dizem que a turma nada mainstream, que é a nova onda no governo, está querendo trazer de volta ao estado o ex-secretário que foi retirado do cargo pelo STJ. “Mau” é como ficou conhecido o gestor após ser revelado o assombroso esquema de relatórios informais enviado a caciques vermelhos e do uso do aparato do estado para promover o velho oeste na Bahia. Apesar de sair por baixo, o federal não ficou desassistido e até o cargo conseguiu de volta. Há gente com medo do retorno do cidadão ao posto outrora ocupado… os sem coração dizem que no Brasil virou moda o “retorno à cena do crime”.
Gasto ingrato
E o ex-Prefeito, hein? Achando que tava eleito, gastou de forma comedida. Após virar atrás, foi para o tudo ou nada e gastou além do que podia. Este humilde escrevinhador indica vaquinha online para resolver o problema, está na moda e deixa a consciência mais tranquila do que os aditivos da vida. Decifra-me ou te devoro.
CPI fez falta
Após o pleito, os mais conservadores ainda lamentam o resultado e apontam que se tivesse ocorrido a CPI dos Respiradores a história seria outra. Com o Correia na zona de tiro, o seu potencial certamente seria reduzido, já que os contornos da operação descobertos pelos deputado do Rio Grande do Norte mostrou que a tal transação fraudulenta foi meticulosamente planejada ou ao menos desenhada para dar errado – e a Bahia foi utilizada como meio para o fim – com o objetivo de dar certo para alguns.
Moral abalada
Depois da queda, o coice. O ex-Prefeito tirou onda antes da eleição e resolveu reservar para si um generoso quinhão do generoso fundão do União Centrão, vendendo sua eleição como certa. Enquanto esteve entretido com o pleito no estado, a Rueda do União Centrão girou e a configuração de poder foi para mão do operador do direito. Após enxugar as lágrimas ele vai para o embate tentando vender que mais vale uma candidatura própria. Há quem diga que já desistiu da ideia aconselhado pelo ambiente instável, mas todo mundo que conhece a figura sabe que vive de ideia fixa, fixação.
Conselheira
Enquanto o Correria não vai à público garantir que não fará nepotismo de fim de mandato, muita gente nos corredores do poder que acha que tem espaço reservado teme ser preterida na cadeira dos sonhos no TCM. É senso comum que se ele forçar a ida da mulher ao tribunal deixará uma mensagem muito ruim ao término do mandato. Há quem diga que ela atuará melhor como conselheira política do mesmo em Brasília, função que diga-se de passagem já exerce. Dizem que o Correria costuma ouvir e obedecer a mulher em muitas decisões que adota, tal qual o primeiro-ministro obedece os conselhos da rainha. Há quem diga que foi criado informalmente o Reino Unido da Bahia no governo.
Privilégio?
O tratamento dado ao partido do Doutor de Ruy Barbosa está provocando ciumeira geral na base do Professor. Alguns se queixam que enquanto o professor fica enrolando com esse teatro de transição e o papo de espera do governo do Amigo, o partido que domina a maior parte dos municípios baianos já conseguiu o comando da Casa Legislativa e da Casa dos Prefeitos. Há quem reclame que ambos os espaços eram despojos da guerra eleitoral. Os mesmos questionam se houve um acordo anterior para beneficiar a legenda maior da aliança. É bom o Professor abrir mão dos discurso floreados e dar um jeito de repartir bem o pão, para evitar começar o governo com gente olhando torto.
Dr. Jivago
E tão dizendo por aí que o Dr. de Ruy Barbosa está mais comunista que muitos petistas e políticos declaradamente de esquerda da terra, entre eles o próprio Galego, que ao seu modo bon vivant pouco tem falado da fome e miséria que assola o país, reservando grande parte do seu tempo para discutir e participar dos eventos sobre o clima, na busca por se transformar no Capitão Planeta. O Dr. de Ruy Barbosa segue criticando o sistema financeiro, os rentistas, querendo acabar com fome… alguns mais conservadores o apelidaram de Dr. Jivago e aconselham que leia o livro do escritor russo para saber o que acontece com quem se deixa seduzir pelo comunismo.
Armistício de araque
Dizem que a pax romana selada entre o Líder e BR é de tiro curto, feito às pressas para que um possa deixar o cargo com as contas no verde evitando reclames da justiça e o outro ter os recursos do próximo ano assegurados e de quebra resolvendo problemas pontuais que podem impactar no Orçamento. É o pacto pela necessidade, mas não se engane, a guerra, há se vem…
Classe
A notícia de que dois federais baianos foram para o Egito ‘acompanhar o Lula’ pegou todo mundo de surpresa, mas até aí tudo bem, já que cabe aos nobres parlamentares federais representarem o Brasil nos eventos importantes como é o debate sobre o clima. O que chamou atenção mesmo foi o fato de um ter escolhido ir de classe executiva e outro de classe ecônomica. O Cawboy de Dias Dávila fez valer os cintos da Gucci que gosta de ostentar, enquanto o Deputado da Diversidade teve mais zelo com a coisa pública e embarcou na econômica. Cabe a Câmara dos Deputados comparar e cobrar a diferença do assento de que quis ir de forma nababesca.
Vereador também ama
Para não dizer que não falamos das flores, no encontro dos edis da capital para celebrar o aniversário do braço direito de BR teve até cantoria, bolo e refrigerante. É como dizem: quem canta seus males espantam; e a Casa estava mesmo com o clima carregado por forças oculta e reveladas. Está aí a prova de que vereador também ama e canta, se bem ou mal, aí é tema para outro cometário:
Quem são:
Ex-Prefeito: ACM Neto
Correria: Rui Costa
BR: Bruno Reis
líder: Geraldo Júnior
Professor: Jerônimo Rodrigues
Amigo: Lula
Dr. de Ruy Barbosa: Otto Alencar
Cawboy de Dias Dávila: Claúdio Cajado
Deputado da Diversidade: Bacelar